Mercado ainda não faz diferenciação de preços

Agronegócio

Mercado ainda não faz diferenciação de preços

Os principais mercados consumidores de milho ainda não oferecem remuneração diferenciada para o milho convencional e o milho Bt
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Os principais mercados consumidores de milho ainda não oferecem remuneração diferenciada para o milho convencional e o milho Bt (transgênico). Embora muitas indústrias optem pelo grão livre de organismos geneticamente modificados (OGM), o preço praticado é o mesmo. Segundo Lucilio Alves, pesquisador do Centro de Estudos em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq), por enquanto não há sinalizações de que poderá haver diferenciação de preços.

"No mercado internacional também não há diferença nas cotações. Por enquanto, há somente nichos de mercado mas, no geral, não há restrições", observa o pesquisador. Na sua avaliação, a diferenciação de preços até poderá ocorrer, principalmente, pela indústria de alimentos. Por enquanto, ainda há receio em aplicar na embalagem o selo de produto fabricado com transgênicos. Apesar deste interesse, o não pagamento de prêmios ao milho convencional não estimula a segregação dos grãos. Sojicultores, por exemplo, já conseguem um adicional pelo grão convencional de US$ 1 por saca.

Segundo Alves, esta primeira safra de milho, mostrou vantagens econômicas ao plantio de milho Bt, devido à menor utilização de inseticidas. Cálculos do Cepea, por exemplo, mostram que em lavouras - cultivadas em Londrina (Região Norte) e Cascavel (Região Oeste) - com produtividades semelhante a do convencional, a redução do custo de produção variou de 4% a 7% por saca. Plantações de variedades transgênicas já colhidas no Cerrado brasileiro, no entanto, demonstraram ganho de produtividade de até 10% com relação ao milho não geneticamente modificado.

Considerando esse índice para as duas regiões paranaenses já citadas, o aumento na produção traria uma redução de custo de 15% por saca (em Londrina) e de 12% (em Cascavel). "Só a eliminação de lagartas das lavouras já trazem ganhos de produtividade. Acreditamos que o produtor vai optar pelo transgênico porque há muita redução do custo de produção", comenta o pesquisador.


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