Mercado da soja parado por insatisfação com preços

ANÁLISE AGROLINK

Mercado da soja parado por insatisfação com preços

Expectativa de alta para quando iniciar a colheita nos estados mais "acima", o que pode reduzir a lucratividade
Por: -Leonardo Gottems
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A ronda dos estados mostra mercados parados pela insatisfação com os preços, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica. “Um problema é a obtenção de fretes na última semana do ano e depois a expectativa de alta quando iniciar a colheita nos estados mais acima, que pode reduzir a lucratividade dos produtores”, explica o analista da T&F Luiz Fernando Pacheco.

No Rio Grande do Sul saíram negócios no porto a R$ 81,00 para começo de janeiro, mas apenas para quem está lá perto. Nas Missões a cotação era R$ 80,00 interior oferecido pelas indústrias, o que se constituiu numa excelente oportunidade. Nas demais regiões do estado o mercado esteve parado, com preços entre R$ 75-76. 

Em Santa Catarina, grande produtor de rações e de carnes, negócios de farelo de soja no diferido a R$ 1.260,00 FOB e de R$ 1.300 FOB, já tributado ICMS. Mercadoria vinda do Paraná está sendo negociada a R$ 1.320 FOB diferido. “Mercado firme a semana toda, trabalhando esses preços e, pelo que se pode notar, vai continuar por janeiro inteiro, devido à grande especulação sobre falta de chuvas nos estados produtores”, diz a T&F.

“No Paraná mercado morto, sem indicação de balcão e no spot em Ponta Grossa. No porto indicação de R$ 80,00 para entrega em janeiro. Para safra nova, indicações de R$ 78,00 CIF fábricas em Ponta Grossa. Nas demais regiões (Norte e Oeste) a situação é de paralisação”, aponta a Consultoria.

Segundo ele, no Mato Grosso do Sul também a semana foi morta, não sendo detectado nenhum negócio expressivo no mercado de lotes. No Mato Grosso foram negociadas 20.000 toneladas no mercado spot esta semana a preços entre R$ 61,00 e R$ 70,00 e 50.000 toneladas no mercado futuro para entrega entre fevereiro e março de 2019 a preços entre R$ 60,00 e R$ 69,00. 

“Os preços continuam abaixo das expectativas do produtor, por isso os volumes negociados são bem menores do que a média semanal”, conclui Pacheco.


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