Mercado de Commodities – Preços continuam em baixa
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Agronegócio

Mercado de Commodities – Preços continuam em baixa

por Gilda M. Bozza, economista DTE/FAEP
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por Gilda M. Bozza, economista DTE/FAEP

O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos – USDA deixou o mercado surpreso, trazendo estoques de soja acima do esperado. No caso da soja foram estimadas 27,2 milhões de toneladas contra uma previsão entre 24,63 a 26,78 milhões de toneladas do grão. Já a área de soja foi estimada em 31,2 milhões de hectares, podendo ser a quarta maior da história. Além dos números baixistas divulgados pelo USDA, rumores de que na China estaria ocorrendo gripe aviária, deixaram o mercado tenso e os investidores saíram das posições.

Na quinta-feira (04), os preços continuavam em baixa, com maio/13 cotado a US$ 30,24por saca, correspondente ao dólar vigente a R$ 61,01 por saca. A variação no período foi negativa em US$ 0,42 por saca. O olhar do mercado está focado no relatório mensal do Usda a ser divulgado no próximo dia 8, com novos números de oferta e demanda mundial da soja. A partir de então, a expectativa deverá se direcionar para o “mercado do clima”, que deverá nortear os preços na Bolsa de Chicago.

Também no mercado do milho, o relatório do USDA surpreendeu o mercado, apontando estoques trimestrais norte-americanos de 137,2 milhões de toneladas, superior às estimativas do mercado.   A área estimada nos Estados Unidos para o milho na safra 2013/2014 foi de 39,38 milhões de toneladas, a maior desde 1936.  O potencial de produção norte-americana, segundo o USDA é de 379 milhões de toneladas, ou seja, um crescimento de 38% sobre a produção do ano anterior. 

Na Bolsa de Chicago em continuidade aos baixos preços, a quinta-feira (4) fechou maio/13 cotado a US$ 14,88 por saca, equivalente a R$ 30,01 por saca.  O período foi negativo em US$ 0,29 por saca.  As exportações brasileiras do grão em 2013 já alcançaram 7,3 milhões de toneladas, mas a possibilidade de embarque no curto prazo é pequena. No entendimento de especialistas, o Brasil tem necessidade de exportar entre 15 a 20 milhões de toneladas, com o objetivo de evitar excedentes internos.

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