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USDA contabilizou os prejuízos e procedeu cortes na produção e produtividade da soja e do milho
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Por Gilda M. Bozza - Economista DTE/FAEP

Nessa quarta-feira (11), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos- USDA, divulgou o relatório de julho com a oferta e demanda mundial de grãos.

Consoante o esperado, o USDA contabilizou os prejuízos e procedeu cortes na produção e produtividade da soja e do milho, haja vista a seca que atingiu as principais regiões produtoras norte-americanas, com a falta de chuvas e temperaturas elevadas.

No caso da soja, o corte na produção norte-americana foi de 4,22 milhões de toneladas, estimando a produção em 83,01 milhões de toneladas. A produtividade ficou em 2.721 kg por hectares, com corte no rendimento maior do que o mercado aguardava. As exportações norte-americanas caíram de 40,42 milhões para 37,29 milhões de toneladas e os estoques finais passaram de 3,80 para 3,54 milhões de toneladas. A relação estoque final/consumo norte-americano é de 7,49%, o menor índice dos últimos anos, configurando um aperto no quadro de oferta.

Já a produção mundial do grão na safra 2012/13 foi reavaliada para 267,16 milhões de toneladas, consumo global de 263,15 milhões de toneladas, exportações de 95,82 milhões de toneladas e estoque final caindo para 55,66 milhões de toneladas. A relação estoque final/consumo global é de 21,15%.

O USDA reavaliou a produção norte-americana de milho por conta da estiagem que atingiu os Estados Unidos e prejudicou a cultura. A quebra na produção foi de 46,23 milhões de toneladas, passando de 375,68 milhões de toneladas para 329,45 milhões de toneladas. A produtividade caiu para 9.154 quilos por hectare. O consumo previsto é de 282,46 milhões de toneladas, exportações reajustadas de 48,26 para 40,64 milhões de toneladas e estoque final de 30,05 milhões de toneladas. A relação estoque final/consumo norte-americano é de 10,6%, sinalizando um quadro ajustado.

Consequentemente, a produção mundial caiu de 949,93 milhões para 905,23 milhões de toneladas, consumo mundial estimado em 900,51 milhões de toneladas, exportações passando de 105,32 para 98,30 milhões de toneladas e estoque final de 134,09 milhões de toneladas. Com isso, a relação estoque final/consumo mundial é de 14,9%.

Na Bolsa de Chicago, incialmente, os preços praticados refletiam os números do relatório do USDA mas, no meio pregão, reverteram os ganhos, a partir da ação dos investidores em realizar lucros e pela precificação antecipada da quebra de safra.

Com isso, os futuros da soja para os contratos de julho/12, fecharam a US$ 35,78 por saca (R$ 72,81 por saca), baixa de US$ 0,56 por saca. Os contratos para agosto, o mais negociado, fecharam a US$ 34,64 por saca, correspondente a R$ 70,50 por saca.

Para o milho, a percepção de que os estoques não estão baixos, os futuros julho foram negociados a US$ 17,73 por saca, queda de US$ 0,24 por saca. Para setembro o referencial foi de US$ 16,62 por saca.

No mercado paranaense, a soja alcançou a média estadual de R$ 65,96 por saca. Em Ponta Grossa, referencial SEAB de R$ 74,00 por saca. Para o milho a média diária foi de R$ 22,13 por saca. Em Ponta Grossa, indicação de preço a R$ 24,00 por saca. No trigo, preços estáveis no entorno de R$ 26,95 por saca.

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