Mercado de máquina agrícola segue robusto

Agronegócio

Mercado de máquina agrícola segue robusto

Bons resultados e planos governamentais de incentivo ao crédito impulsionam mercado
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Fabricantes dizem que bons resultados da atual safra e planos governamentais de incentivo ao crédito impulsionam mercado

Ribeirão Preto (SP) - Mesmo com o aumento em 2% nos juros do Programa de Sustentação do Investimento (PSI-Finame), as vendas de máquinas agrícolas são positivas no Paraná, segundo os principais fabricantes do País. De acordo com o gerente comercial da concessionária Horizon, revendedora John Deere em Londrina, Amauri Caetano de Souza, a comercialização neste ano de tratores e colheitadeiras de todas as marcas na região, incluindo Norte Pioneiro e Maringá, devem crescer cerca de 20%.

Em 2010 foram vendidas, de acordo com Souza, cerca de 500 tratores, 20% desses da John Deere. O gerente afirma que o mercado regional está aquecido, principalmente depois dos bons resultados colhidos na última safra de grãos, que fez com que o poder de compra do agricultor melhorasse. Souza observa que em consequência disso, o produtor vai aos poucos investir na compra de equipamentos.

Com a renovação do Programa Trator Solidário, recentemente, as vendas devem manter um bom ritmo neste ano. Carlito Eckert, diretor comercial da Massey Ferguson, diz que a demanda de tratores no Paraná tem crescido de 12% a 15% nos últimos cinco anos. O representante da empresa informa que o fato se dá pelos incentivos do governo federal, por meio do Programa Mais Alimentos e Moderfrota e também pelo incentivo estadual.

Segundo Eckert, os tratores mais utilizados nas lavouras do Estado são os de pequeno e médio porte, sendo os de 140 cv os mais procurados. Essa configuração de equipamento, acrescenta, permite que o produtor use a máquina em toda a cadeia produtiva, desde o plantio da cultura até o transporte, devido a sua flexibilidade. ''No Paraná foram comercializados nos últimos dez anos cerca de 7 mil tratores ao ano'', explica.

Só no primeiro trimestre de 2011, a Massey comercializou cerca de 1,3 mil tratores, equivalente ao mesmo período do ano passado. Eckert informa que os tratores mais vendidos variaram de 75 cv a 140 cv. Ele reforça que a perspectiva para o decorrer do ano é positiva, já que o produtor paranaense não esperava colher uma safra tão positiva quanto essa. Antes de obter esses bons resultados, com receio de prejuízos, o agricultor segurou os investimentos. Porém, para a próxima safra, espera-se um bom aumento nas vendas, em torno de 10%.

Outro fator que motiva o produtor, segundo Eckert, é a renovação do PSI para dezembro, ''que ajudou no aumento de confiança do mercado''. Esse bom momento, considera, também vale para o setor de colheitadeiras. Nos últimos quatro anos, o Paraná representou 23% das vendas da Massey. Só em 2011 deverá vender 1,1 mil máquinas, 23 unidades a mais do que foi comercializado no ano passado, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Luiz Feijó, diretor comercial da New Holland, enfatiza que o Paraná também é um dos mercados mais representativos da empresa. ''Com a renovação do Trator Solidário, também haverá um aporte nas vendas de nossos equipamentos'', assinala. No Paraná, a empresa deverá comercializar 3 mil tratores em 2011, representando 35% de participação. Desse total, 1,2 mil tratores serão vendidos por meio do Trator Solidário. No final da primeira fase do programa, ocorrida no ano passado, a empresa vendeu 6,5 mil tratores para produtores paranaenses.

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