Mercado internacional da borracha reflete no Brasil e preço cai
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Agronegócio

Mercado internacional da borracha reflete no Brasil e preço cai

A baixa do preço da borracha brasileira será menor do que o esperado, podendo ser agora de 9,1%
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A baixa do preço da borracha brasileira será menor do que o esperado, podendo ser agora de 9,1%, enquanto há cerca de uma semana, esperava-se uma redução de aproximadamente 11%
 
O mercado brasileiro de borracha natural começou 2012 em baixa. O preço do quilo do coágulo deve fechar o mês de janeiro ao redor de R$ 2,90, com tendência de queda em fevereiro. O momento ruim é reflexo do declínio dos preços internacionais do produto.
 
Heiko Rossmann, diretor da Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor), explica que o problema da dívida na zona do Euro trouxe preocupação sobre a saúde da economia dos principais mercados consumidores, sobretudo na Europa. “A sensação de crise hoje é generalizada, resultando em menor consumo e, consequentemente, menor demanda pela matéria-prima”, afirma.
 
Apesar da dificuldade, o cenário do mercado internacional é otimista. A tendência dos preços nas bolsas asiáticas se reverteu e chegou a subir 11% na última semana em Cingapura. A maior alta foi na bolsa de Tóquio, de 14,5%. Os principais motivos são a confiança de investidores nas ações de governos para a recuperação da economia europeia, as chuvas de monção na Tailândia e Indonésia - que reduzem a oferta de borracha natural no mercado internacional - e o crescimento econômico da China acima do esperado no ano passado.
 
De acordo com o dirigente da Apabor, a queda no Brasil prevista para o mês de fevereiro é causada pelo período de baixos preços na Bolsa de Cingapura durante os últimos 60 dias. “Com a recente alta dos preços internacionais, a queda do preço da borracha brasileira será menor do que o esperado, podendo ser agora de 9,1%. Há cerca de uma semana, esperava-se uma redução de aproximadamente 11%”, prevê Rossmann.
 
A redução dos preços pode gerar turbulências no mercado, principalmente na relação entre o heveicultor e as usinas de beneficiamento. A maior preocupação gira em torno das informações desencontradas. “Muitos produtores tiram conclusões a partir de especulações, em vez de buscar informações oficiais na Apabor”, acrescenta o diretor.
 
A indústria consumidora freou o consumo de borracha natural a partir de dezembro do ano passado, provavelmente por conta das incertezas em relação aos rumos das principais economias. Esse fator provoca uma reação em cadeia na maioria dos setores, incluindo o da borracha, partindo das fabricantes de artefatos e atingindo o produtor rural. Deve-se lembrar também que algumas usinas de beneficiamento ainda não se recuperaram totalmente da crise de 2009, devido à acirrada disputa pela matéria-prima na última safra.
 
Os novos plantios são afetados pelo imediatismo do brasileiro. A queda de preços hoje acaba provocando a redução dos plantios, o que não faz nenhum sentido diante das perspectivas de longo prazo.
 
“A seringueira é uma cultura de longo prazo, sujeita a altos e baixos ao longo dos anos. É importante ressaltar que mesmo com uma queda de 9% no preço do GEB-1 [Granulado Escuro Brasileiro tipo 1], ainda são preços elevados quando se analisa séries históricas”, ressalta Rossmann.

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