Agronegócio

Mercado Mundial do Arroz registra nova retração em setembro

No Brasil, o preço indicativo do arroz casca aumentou 2%
Por: -Lucas Rivas
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O mercado mundial do arroz registrou em setembro, novamente, uma retração em relação ao mês anterior. Contudo, desde setembro, os preços marcam uma maior estabilidade. Os dados foram divulgados pelo Informativo mensal do mercado mundial do arroz – InterArroz.

 
Mesmo com rumores de que a China irá realizar grandes investimentos com à Tailândia, o mercado mundial deve se manter estável em 2014, em função do incremento da produção de grandes países produtores e consumidores do grão.
 
No Mercosul, os preços também se mantiveram estáveis. As disponibilidades de exportação seriam mais escassas
e as exportações podem cair 10% em 2013. No Brasil, o preço indicativo do arroz casca aumentou 2%, marcando uma média de US$ 302/t em setembro, contra $ 296/t em agosto. Este aumento se deu devido à valorização do real de 3,3% em relação ao dólar. No início de outubro, o preço de arroz casca brasileiro se estabelecia em $306/

 
Em setembro, o índice OSIRIZ/InfoArroz (IPO) caiu novamente de 8 pontos a 209,2 pontos (base 100 = janeiro 2000) contra 217,2 pontos em agosto. No início de outubro, o índice IPO marca va cerca de 208 pontos.
 
A Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO) estima que a produção mundial de arroz em 2013 deve aumentar 1,1% para 744,3 milhões de toneladas (496,3Mt base arroz branco) contra 736,2Mt de arroz em casca em 2012. Este incremento se deve principalmente às boas condições climáticas no Sul da Ásia. No entanto, no Sudeste asiático a produção seria menor que o esperado, sobretudo na China, onde a produção baixará 1%. No resto do mundo, a produção cresce, com exceção da América do Norte e na Europa Ocidental.

 
Em 2013, o comércio mundial deve apresentar, depois do volume recorde de 2012, um declínio de 2% a 37,8Mt. Já as primeiras indicações para o comércio em 2014 mostram por enquanto uma estabilidade a 37,7Mt. Em ralação aos estoques mundiais, as estimativas para este ano apontam um novo recorde de 174,7Mt, alta de 8,3%. Para 2014, os indicativos também projetam uma nova alta a 183Mt. Estas reservas representariam 36% das necessidades mundiais, seja a relação mais alta observada nos últimos dez anos.
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