Mercado paga prêmio positivo para soja a ser exportada por Paranaguá

Agronegócio

Mercado paga prêmio positivo para soja a ser exportada por Paranaguá

Prêmio contribui para negociação antecipada entre operadores
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Desempenho no Corredor de Exportação têm ajudado a garantir melhores preços ao produto exportado pelos terminais paranaenses

O plantio da próxima safra de soja ainda nem foi liberado e os operadores do produto no Porto de Paranaguá já começam a fechar os contratos para a exportação do grão, em 2015. O que tem contribuído para essa negociação antecipada é o prêmio que vem sendo pago pela soja comercializada, devido aos bons índices de produtividade do corredor de Exportação.

Segundo Alexandro Cruzes, Gerente Indústria de Óleo do Terminal Portuário, a Coamo, em Paranaguá, é um dos operadores que já começa a negociar. “Já vendemos FOB, sendo que a produção é da região de atuação da Coamo, ou seja, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul”, confirma. 

Sobre o prêmio positivo pago pela soja de Paranaguá, ele afirma que além da volta da China ao mercado, as novas regras aplicadas pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) colaboraram. “A diferença de preço com outros portos diminui bastante, pois as novas regras em Paranaguá ordenaram bem a chegada dos navios e o fluxo dos embarques, com diminuição da fila, o custo com espera foi reduzido e, consequentemente, melhorando os preços de venda da soja”, afirma Cruzes.

A Cotriguaçu também já começou a receber os contratos entre exportadores e importadores da soja do ano que vem. “Desde maio esses contratos já estão chegando e os compromissos já estão firmados. A procura pelos nossos serviços para a operação também já existe”, confirma o gerente do Terminal Portuário, em Paranaguá, Rodrigo Coelho.

Agilidade - De acordo com os operadores, os prêmios positivos pela soja exportada pelo porto paranaense vêm sendo pagos deste que a Ordem de Serviço 126 começou a valer. A ordem estabelece preferência de embarque em um dos três berços do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá para os operadores de grãos que apresentarem melhores índices de produtividade. 

“A melhora foi significativa. A OS-126 ordenou a chegada de navios, melhorou a produtividade, deu segurança para o farelo de soja com berço preferencial, sem que isso significasse perda de volume embarcado de soja em grão. Hoje o comprador não precisa mandar o navio com muita antecedência para garantir o lugar na fila, pois sabe que só entra no line-up o navio que tiver carga pronta para embarque”, garante o gerente da Coamo, em Paranaguá.

A medida, adotada no início deste ano, foi resultado de um estudo estatístico que mostrou que as melhores produtividades são conseguidas por navios que operam com três terminais com consignação mínima de 18 mil toneladas cada, exatamente o que a Ordem de Serviço estabelece como prioridade.

“Os exportadores têm falado que o tempo de espera, que chamamos de ‘lay time’ está bem melhor que a média histórica, o que torna o Porto de Paranaguá mais competitivo em relação aos outros terminais”, completa o gerente da Cotriguaçu.

A configuração do Corredor de Exportação – que interliga nove terminais, sete privados e dois públicos, ao sistema de correias conectadas a seis shiploaders – permite que os navios operem cargas de todos os terminais existentes. No entanto, as paradas operacionais causadas para a troca de terminal acabavam atrasando a operação. Hoje, isso não ocorre mais. 

“A liquidez das operações no Porto de Paranaguá, por esse formado do Corredor, permite mais margem de negociação aos exportadores, nos outros isso é mais limitado, têm apenas uma operação de terminal”, afirma Coelho.

Soja – Como explica Marcelo Garrido Moreira, do Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), a partir do próximo mês o mercado começa a divulgar mais informações sobre a comercialização da soja. 

Enquanto isso, na lavoura, o plantio é liberado a partir do dia 15 de setembro, no Paraná, pois entre os dias 15/06 e 15/09 é o período de vazio sanitário, no qual é proibida a existência de qualquer planta viva de soja no campo.

“Conversando com os técnicos do Deral no campo, apesar de ainda ser muito cedo para termos certeza, a tendência é manutenção e/ou um leve aumento na área de soja para a safra 2014/15, mas vamos ter que esperar um pouco mais para ter essa confirmação”, afirma o especialista. 
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