Mercado se antecipa às projeções de safra de milho

Agronegócio

Mercado se antecipa às projeções de safra de milho

As estimativas do Paraná e de Mato Grosso só devem ser divulgadas em janeiro
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Apesar de ainda não haver projeção de safra determinando qual será o tamanho da área do milho de inverno, o mercado atua incentivando o cultivo. Os índices para entrega da produção na colheita da estação fria estão acima de R$ 24 por saca nas negociações que consideram cotações da BM&FBovespa.

“O mercado começa a formar posição, apesar de ainda termos pela frente muitas definições a respeito da própria safra de verão. As expectativas são positivas quanto aos preços. Essa tendência vem se firmando sem muitas variações no último mês”, relata o consultor em commodities Stefan Tomkiw, que atua em Porto Alegre e monitora a Região Sul do país.

As estimativas do Paraná e de Mato Grosso, que prometem destravar os negócios, só devem ser divulgadas em janeiro. Enquanto o Paraná cogita plantio acima da área de 1,3 milhão de hectares registrada no inverno de 2010, Mato Grosso ainda fala em redução de 9,3%, para 1,8 milhão de hectares.

O milho vem se firmando como alternativa de inverno no estado do Centro-Oeste, ganhando área mesmo quando os preços parecem pouco lucrativos. Neste ano, no entanto, as chuvas ameaçam atrasar a colheita da soja e impossibilitar o plantio do cereal em algumas regiões. Dessa forma, o clima deve determinar o tamanho da safra de milho nas próximas semanas, conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Cerca de 80% da última safra, que atingiu 8,4 milhões de toneladas, já teriam sido comercializados.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) trabalha com possibilidade de redução de 3,1% na produção de milho de segunda safra no país – para 21,2 milhões de toneladas. A colheita do cereal tende a crescer 11% em Mato Grosso e a cair 13,4% no Paraná, depois de um ano de produtividade alta no estado, voltando à casa de 5,7 toneladas por hectare, considera a Conab.

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