Exportações

Mercados árabes se recuperam e puxam exportações

Lavouras plantadas estão se desenvolvendo bem
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As lavouras plantadas estão se desenvolvendo bem, sendo que 36% estão em fase de germinação e 64% em desenvolvimento vegetativo

A valorização do açúcar (o principal produto da pauta de exportações brasileiras aos árabes) ocasionada pela expectativa de menor produção, associada à supersafra brasileira da commodity e à recuperação da demanda por commodities em geral, tem sustentado as exportações brasileiras para o mundo árabe e permitido sua recuperação, informa a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

De acordo com estatísticas do MDIC organizadas pela entidade, no acumulado de janeiro a setembro, as exportações aos 22 países da Liga Árabe somaram pouco mais de US$ 10 bilhões, alta de 19,13% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Do total de receitas, o açúcar responde por 35% e as carnes por 28%, produtos com os quais o Brasil tem obtido receitas ligeiramente maiores frente ao ano passado. Em volume, os embarques somaram 31,1 milhões de toneladas, variação positiva de 17,4% na mesma comparação.

O presidente da entidade, Rubens Hannun, explica o resultado pela recuperação da demanda nos tradicionais importadores de produtos brasileiros no mundo árabe, o aumento das vendas para países que, apesar de grandes mercados, costumavam comprar menos do Brasil e, em menor medida, pela recuperação das commodities que vem permitindo ao País ter receitas ligeiramente maiores com o volume embarcado. "Sobretudo, é importante ressaltar que o Brasil está bem posicionado por estar fazendo um ótimo trabalho contínuo junto aos mercados árabes para buscar novas oportunidades e promover seus produtos", analisa.

Entre os compradores "emergentes", a balança comercial destaca a Argélia (US$ 898,8 milhões, alta de 10,6%), hoje o quarto maior destino dos embarques brasileiros; seguida pelo Iraque (US$ 546,16 milhões, alta de 72,95%), que está em franca recuperação; Omã (US$ 526,20, alta de 42,10%), país que abriga uma planta de pelotização da Vale e é grande comprador de minério de ferro, commodity cujas exportações aos árabes aumentaram 77,54%; e Marrocos (US$462,88 milhões alta de 46,56%), grande comprador de grãos brasileiros. "São mercados que começam a demandar mais e tem um futuro muito promissor", ressalta Hannun.

No caminho inverso da corrente de comércio, a Argélia (US$ 1,7 bilhão em vendas para o Brasil) desbancou a Arábia Saudita (US$ 1,3 bilhão) e hoje é o principal vendedor entre os árabes. Combustíveis, fertilizantes, sal, plásticos e produtos químicos estão entre os itens mais demandados no Brasil. Entre os destaques está a alta na compra de plásticos (alta de 55,37% no período), possível sinal de recuperação do nosso mercado interno.

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