Mesa redonda promete esquentar o debate na Interconf 2009

Agronegócio

Mesa redonda promete esquentar o debate na Interconf 2009

Debate terá participação de especialistas do Brasil e exterior sob a coordenação do diretor técnico da Assocon, professor e pesquisador da Esalq/USP, Dr. Dante Pazzanese Duarte Lanna
Por: -Janice
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“O Brasil precisa evoluir para uma postura de tranqüilidade diante das exigências crescentes dos mercados internacionais. Esta postura de tranqüilidade deve vir associada a uma atuação mais pró-ativa e menos reativa em relação ao contexto mundial e aos desafios de ajustamento doméstico”, a opinião, da professora Silvia Miranda (Cepea/Esalq/USP) dá uma mostra do teor das discussões na mesa redonda “Marco Regulatório direcionado à produção animal no Brasil”, que acontece durante a 2ª Conferência Internacional de Confinadores (Interconf), 15, 16 e 17 de Setembro, em Goiânia (GO).

Na ocasião, especialistas do Brasil e também do exterior colocarão em discussão as principais questões relacionadas à regulamentação da cadeia de produção animal e a definição de marcos regulatórios na parte sanitária e o atual protocolo de rastreabilidade do rebanho bovino brasileiro, além de temas que retratam os novos horizontes e tendências do mercado mundial como legislação ambiental, segurança alimentar e bem-estar animal.

Segundo Dante Pazzanese Duarte Lanna, diretor técnico da Assocon, professor e pesquisador da Esalq/USP, e responsável pela coordenação do debate, a idéia de trazer o tema para discussão na Interconf surgiu da necessidade de ampliar o debate entre os agentes envolvidos com o agronegócio da carne bovina no País, a fim de buscar alternativas que ampliem as defesas contra restrições injustificáveis. “A Europa tem sistematicamente tomado decisões de banir o uso dos produtos brasileiros. O Brasil, na condição de maior exportador de carne bovina do mundo, não pode mais ficar refém de marcos regulatórios que não estão fundamentados em conhecimento científico, mas que na verdade são verdadeiras barreiras não tarifárias camufladas”, diz.

Na opinião da professora Silvia Miranda - integrante da mesa e responsável pela palestra “Barreiras Técnicas e Sanitárias impostas ao Brasil - principais entraves que dificultam a comercialização dos produtos agropecuários brasileiros”, o grande desafio ao sistema de produção da carne bovina no Brasil será a consolidação de um marco regulatório sanitário que contemple mais do que os elementos definidores de padrões e normas, inspeção e fiscalização. “É preciso incluir a definição de estratégias de comunicação e orientação de pecuaristas e industriais, análise de risco de alimentos e regulamentação sobre alimentação animal”, explica.

Outro tema presente na pauta do debate são os marcos regulatórios ligados à atual legislação ambiental. De acordo com a pesquisadora do Cepea/USP, mesmo sendo considerada uma das melhores do mundo, a implementação da legislação ambiental brasileira tem sido severamente criticada. “No âmbito do mercado internacional, no qual o Brasil está fortemente inserido, é essencial que haja um esforço conjunto dos segmentos da cadeia e órgãos de governo, em dar respostas adequadas aos nossos parceiros e consumidores. Penso que uma certificação que incorpore as exigências ambientais pode ser a saída de mais curto prazo para resolver os impasses com os exportadores de carne bovina. Considero prioritário tratar da degradação de pastagens para elevar a produtividade nas regiões produtivas e evitar degradação nas regiões prioritárias para conservação ambiental”, conclui.

Por fim, a mesa redonda debaterá os desafios dos representantes do governo e do setor privado relacionados à regulamentação das áreas de infra-estrutura e tecnologia. Há dois anos, a equipe técnica da Esalq/USP trabalhou em um projeto sobre qualidade nas cadeias de produção da carne bovina e da soja, com recursos do Fundo Setorial do Agronegócio. Neste projeto, o diagnóstico da infra-estrutura apontou claramente uma concentração na disponibilidade de laboratórios e outras facilidades na região Sul e Sudeste. Por outro lado, regiões que crescem rapidamente em participação na produção agropecuária se mostraram carentes em infra-estrutura e inovação tecnológica.

Para a professora Silvia Miranda, um evento amplo como a Interconf, com participantes de várias regiões do mundo, e representantes dos mais diversos elos da cadeia produtiva configura uma excelente oportunidade para discussão do setor de produção animal nacional. Além disso, expõe o envolvimento dos segmentos com estes grandes temas, amplia os canais de comunicação, dá maior transparência e evidencia os pontos cruciais que os diversos setores devem priorizar. As informações são da assessoria de imprensa do evento.


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