Michelin produzirá no Brasil pneu que diminui compactação e preserva solo

Agronegócio

Michelin produzirá no Brasil pneu que diminui compactação e preserva solo

Inaugurou no RJ 1ª fábrica de agrícolas fora da Europa
Por: -Leonardo Gottems
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A Michelin inaugurou esta semana sua primeira fábrica de pneus agrícolas fora da Europa, localizada no município de Campo Grande (RJ). Com isso, a empresa irá nacionalizar a produção de seus pneus radiais para máquinas agrícolas, com o objetivo de aumentar a participação dessa tecnologia no mercado local.

“Hoje, apenas cerca de 6% dos pneus agrícolas vendidos no Brasil são radiais, enquanto que na Europa esse número chega a 87%. Apostando neste potencial, a Michelin tem como meta consolidar sua liderança no mercado brasileiro de pneus radiais agrícolas, contribuindo assim de forma significativa para esse avanço”, afirma Emmanuel Ladent, Diretor Mundial da Divisão Agrícola da Michelin.

Segundo Christian Mendonça, diretor de Comércio e Marketing de Pneus Agrícolas da Michelin América do Sul, o cenário é diferente no mercado de reposição. Neste caso, a empresa detém 63% de participação. Essa diferença ocorria em função de uma questão legal, já que as máquinas novas geralmente são adquiridas por Finame (Financiamento de máquinas e equipamentos), no qual o BNDES exige que a maior parte das peças da máquina seja produzida com peças nacionais. Como não havia manufatura de pneus radiais agrícolas no Brasil, as montadoras acabavam utilizando os pneus diagonais – um produto que já cai em desuso em outros segmentos, tais como o de carga e mineração.

De acordo com a empresa de origem francesa, o diferencial da unidade brasileira será a produção da tecnologia Michelin Ultraflex, um pneu que trabalha sob baixa pressão. Com isso, provoca menor compactação do solo, obtém melhor rendimento e contribui para a preservação do meio ambiente, protegendo solos e economizando combustível.

Um estudo realizado pela universidade britânica Harper Adams indicou aumento de produtividade na casa dos 4% com substituição dos pneus radiais pela tecnologia Ultraflex. De acordo com Mendonça, “se trouxermos este estudo para a realidade brasileira, podemos dizer que um produtor de 2.000ha consegue uma produtividade média de soja de 3.120 kg/ha (52 sacas/ha). Com este aumento de 4% na sua produtividade, considerando o preço da saca de 60 kg de soja a R$ 80,00, há um ganho real de mais de R$ 320.000,00 por safra”.

O executivo explica que o custo maior dos pneus radiais (até 25%) e do Ultraflex (até 30%) é compensado justamente por esse ganho de produtividade que a tecnologia oferece. Ele adianta que os pneus já estão em produção e nesta mesma semana já realizaram o primeiro faturamento de produtos feitos na unidade de Campo Grande.

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