Microcrédito para pequeno produtor ajuda em inclusão

Agronegócio

Microcrédito para pequeno produtor ajuda em inclusão

Acesso a serviços financeiros ajuda na melhora da qualidade de vida
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Acesso de microempreendedores a serviços financeiros ajuda na melhora da qualidade de vida dos clientes. Segundo a pesquisa "Cinco anos de Agroamigo: Retrato público e efeitos do programa" divulgada ontem pelo Banco do Nordeste, os agricultores familiares expostos por mais tempo ao programa têm mais chances de entrar no mercado e de acessar outros produtos financeiros.

De acordo com os dados, após a implementação do programa na região rural houve um aumento da bancarização e de aquisição de seguros. Cerca de 40% dos entrevistados afirmaram ter poupança, sendo o grupo com mais operações de microcrédito maior que os que entraram pela primeira vez no programa. Além disso, a posse de bens duráveis e meios de transporte também serem mais decorrentes de clientes com mais de dois anos no programa.

Segundo o estudo, a região semiárida foi a que apresentou mais disparidades entre os clientes. 13,9% dos clientes com duas ou mais operações possuem geladeira de uma porta, enquanto no grupo de recém-ingressados apenas 11,2% possuem o item.

O coordenador da pesquisa, Ricardo Abramovay, afirma que quando se comparam os agricultores com mais tempo de exposição ao programa com os recém-ingressos, os resultados mostram que os primeiros tiveram aumento de estoque de animais em 18%, bem como produção agrícola 28% superior aos que estão iniciando suas atividades com o Agroamigo.

Para a gerente do ambiente de microfinança rural e agricultura familiar, Cristiane Garcia Barbosa, o resultado positivo se deve à assessoria financeira que se passou a dar aos clientes. "O técnico do projeto realiza um mapeamento de mercado em uma determinada região e com ajuda de líderes comunitários e agentes de saúde procura e oferece o microcrédito aos agricultores. Nós não esperamos o cliente, vamos ao domicílio", explica a gerente.

Segundo ela, o acompanhamento do assessor técnico, além de aumentar o número de participantes no programa também diminuiu o número de inadimplência. "Hoje em dia temos cerca de 2% de clientes que não cumpriram seus compromissos. Esse número reduziu significativamente ao longo da implementação do programa e é ainda menor entre os que já adquiriram microcrédito mais de uma vez, afirma Cristiane Barbosa.

Em 2013, foram realizados 421.482 contratos com o programa e foi contratado um volume total de R$ 1,253 milhões. Se espera que para este ano o número aumente. Até abril de 2014, 137.743 operações foram realizadas, com um total de R$ 467,503 milhões movimentados.

A educação financeira foi essencial para a mudança na cultura do crédito na área rural e ajudou com que agricultores que não tinham acesso às linhas de crédito. "Para conseguir um microcrédito o cliente tem que abrir uma conta corrente e com isso recebe um cartão de crédito que pode ser usada até no varejo. Com isso, ele consegue ter acesso a um produto que não era disponibilizado a ele antes", diz Cristiane.

Segundo a gerente, a deficiência de agências é um fato no Brasil, mas na região do Nordeste é ainda mais grave. "Por isso, com o programa conseguimos resolver outro problema que era o de acesso ao banco. Porque tudo é entregue a ele por meio do assessor. O agricultor precisa ir ao banco apenas para recolher o cartão", conclui a Barbosa.

"O fato do agricultor não precisar ir até a agência não é apenas uma questão de tempo, mas de ganhos financeiros. Porque o valor da passagem que o cliente gasta para ir e voltar do banco é representativo em seu orçamento", explica. Observando este tipo de necessidade, outros bancos também lançaram linhas de microcrédito produtivo. Um exemplo é o Santander que também oferece o produto junto com assessores que atuam desde o planejamento até o desenvolvimento do negócio. "A metodologia de oferecer crédito aliada à orientação financeira é determinante para sucesso do empreendedor", afirma Jerônimo Ramos, superintendente de microcrédito do Santander.
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