Milhares de produtores rurais agregaram valor a sua produção por meio de trabalho da Cati

Agronegócio

Milhares de produtores rurais agregaram valor a sua produção por meio de trabalho da Cati

2016 foi marcado pela assinatura de termos de compromisso com 134 associações e cooperativas de 112 municípios
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2016 foi marcado pela assinatura de termos de compromisso com 134 associações e cooperativas de 112 municípios

Milhares de produtores rurais paulistas tiveram condições de aperfeiçoar e valorizar o seu processo produtivo e gerar renda por meio da sexta Chamada Pública do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado, do Governo do Estado de São Paulo, além de contar com o apoio dos técnicos extensionistas da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). O ano de 2016 ficou marcado pela assinatura de termos de compromisso com 134 associações e cooperativas de 112 municípios paulistas que apresentaram Proposta de Negócio para adquirir equipamentos, estruturas e tecnologias.

Somente nesta chamada do Microbacias II, o Governo paulista investiu R$ 58.795.220,92 de um total de R$ 91.029.181,36, para apoiar 90 associações e 44 cooperativas na aquisição de estruturas, equipamentos e tecnologias, com melhores condições de competitividade, geração de renda e qualidade de vida no campo a 3.661 produtores rurais e famílias paulistas. Em contrapartida, as entidades desembolsarão R$ 32.233.960,44.

Desde o início do Projeto, em 2011, milhares de produtores tiveram suas vidas transformadas. Na avaliação do secretário Arnaldo Jardim, “a ação do Governo do Estado de São Paulo não é sinônimo de que o pequeno produtor é objeto de ações paternalistas, mas proporciona assistência e fortalecimento a todas as cadeias produtivas em todas as regiões do Estado, principalmente ao agricultor familiar, que darão sequência ao desenvolvimento de suas atividades”, ressaltou.

O coordenador da Cati, João Brunelli Júnior, destacou que o trabalho da Coordenadoria “é fornecer oportunidades, para as entidades implantarem plano de negócio voltado ao mercado, para que os produtores aumentem a competitividade e agregarem maior valor à sua produção”, disse.

Censo Agropecuário Paulista

Os técnicos da Cati, em parceria com os pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), iniciaram o trabalho de atualização da base de dados do Levantamento Cadastral das Unidades Agropecuárias (Lupa), que corresponde ao censo agropecuário paulista, no ano agrícola 2016-2017.

O Lupa é uma fotografia do momento da agricultura e pecuária paulistas. Sua pesquisa abrange diversas áreas do setor. Com os resultados, é possível fazer um planejamento, corrigindo falhas, fornecendo informações sobre novas tecnologias, passando por questões econômicas, como preço dos alimentos e balança comercial, além de abordar temas relacionados à sustentabilidade, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), por exemplo, até a agricultura familiar.

Com o novo levantamento, o Estado de São Paulo fornecerá um amplo quadro da agropecuária paulista, retratando as áreas dos estabelecimentos rurais, ocupação do solo, as tecnologias empregadas numa investigação de como vive o agricultor, incluindo grau de instrução e o acesso aos programas do Governo do Estado.

O Lupa está na sua terceira edição e está sendo realizado entre agosto de 2016 e julho de 2017, período considerado ano agrícola, quando se inicia o plantio.

De acordo com o secretário Arnaldo Jardim, a atualização garantirá mais agilidade e precisão para atender as diretrizes do governador Geraldo Alckmin: apoio ao pequeno produtor e à agricultura familiar; saudabilidade dos alimentos; incentivo à pesquisa e ao conhecimento; e agricultura harmônica com o meio ambiente.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Secretaria que atua na Cati Antônio José Torres, um dos responsáveis por coordenar o Lupa, esse trabalho é fundamental para desenvolver uma gestão na agricultura paulista. “Esse levantamento possibilitará organizar ações voltadas ao planejamento, ao financiamento e ao seguro da produção e constituir a base nas políticas agrícolas do Estado”, disse.

O último levantamento foi finalizado em 2008, envolvendo cerca de três mil profissionais entre pesquisadores, recenseadores e técnicos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e das prefeituras municipais.

Extensão rural

Prestes a completar meio século de vida no próximo ano, a Cati continua desempenhando papel significativo na sociedade, especialmente em esforços que unem pesquisa e extensão rural, mantendo sempre o compromisso com o homem do campo.

Brunelli apontou que as cadeias produtivas que mais se destacaram neste ano foram as de bovinocultura de leite, que está presente em 120 mil propriedades rurais paulistas e foi beneficiada com o projeto Cati Leite; cafeicultura; e olericultura, que representa metade da participação no Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado, e foi beneficiada com o Projeto Cati Olericultura, com metas que incluíram a capacitação de produtores em utilização de ferramentas de gestão administrativa e Boas Práticas Agrícolas (BPA), fortalecimento de organizações de produtores e a instalação de Unidades de Adaptação de Tecnologia.

Outro projeto lembrado por Brunelli foi o Projeto Integra SP, que atua diretamente na expansão das ações de conservação do solo e no controle de erosão no Estado. “O Projeto objetiva a preservação e recuperação dos solos e recursos hídricos; a melhoria de renda; a qualidade de vida no ambiente rural; a preservação ambiental; e a mitigação da emissão de gases de efeito estufa, atendendo às metas do Programa Estadual de Mudanças Climáticas. Além disso, visa o aperfeiçoamento e a objetividade na capacitação de mão de obra e na transferência de tecnologias ao produtor rural”, comentou.


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