Milho

Milho: cotação na B3 atinge maior patamar desde 2016

Oferta limitada e incertezas em relação à safrinha impulsionaram os preços
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As cotações do milho na B3 (contrato de jul/18) alcançaram, na última semana, R$ 41,21/sc, maior nível desde outubro de 2016. A cotação na B3 fechou a semana com alta de 4,27% e média de R$ 41,08/sc. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os preços já se valorizaram 20,85% desde o início de 2018. A oferta mais baixa do cereal neste período de entressafra e as incertezas em relação à safrinha, devido à seca em diversas regiões produtoras, fizeram com que os valores disparassem.  Os valores na Bolsa de Chicago para jul/18 também tiveram aumento, de 4,51%, e cotação média de US$ 4,02/bushel. Nessa mesma época em 2017, a média dos valores era de US$ 3,72/bu.

Em relação a Mato Grosso, o boletim do Imea informa que as áreas semeadas dentro da janela ideal apresentam bom desenvolvimento, mas as regiões nordeste e sudeste, onde houve maior atraso durante a fase de semeadura, preocupam. "Assim, apesar deste momento trazer boas oportunidades de negócios, também demanda cautela ao produtor dado as incertezas produtivas da safra", destaca o instituto. O Indicador Imea para o Estado caiu 1,59% para R$ 21,97/sc.

EUA - A demanda pelo milho dos Estados Unidos também movimentou a semana passada.  Segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA), as vendas de exportação do país para a safra 2017/2018 exibiram um volume de 1,02 milhão de toneladas, o que representa um crescimento de 41,08% em relação ao mesmo período do ano passado, superando as expectativas do mercado.

Com isso, as vendas para exportação da safra já acumulam 51 milhões de toneladas, ou seja, 90,24% do que o departamento de agricultura estima para ser embarcado nesta safra. Assim, levando em consideração que restam 18 semanas até o fim da safra 2017/2018, para que os EUA consigam atingir a previsão de exportação, é preciso que negocie em média 0,31 milhão de toneladas por semana. Visto que a demanda pelo cereal norte-americano se encontra firme, o mercado aguarda que o USDA aumente a expectativa de exportação dos EUA em seu próximo relatório de oferta e demanda.

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