Milho: Mercado travado, atenção ao Dólar

ANÁLISE

Milho: Mercado travado, atenção ao Dólar

Informe do setor de análise da XP Investimentos
Por: -Leonardo Gottems
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Informe do setor de análise da XP Investimentos reporta que, em Campinas (SP), o mercado do milho está vazio e os agentes seguem atentos às movimentações do Dólar e das chuvas. Nesta terça-feira (15.05), compradores realizam consultas para novas cargas, mas sem apontar referências, informa a T&F Consultoria Agroeconômica. 

De acordo com informantes, os lotes adquiridos na última semana não são suficientes para que os compradores tomem fôlego e saiam do mercado. “Grande parte dos produtores está capitalizada e, assim, pouco vendem ou fixam cargas. A aposta de que a safrinha apresente uma nova quebra garante certa tranquilidade para que estes negociem os estoques e o foco acaba sendo a soja. O dólar, inclusive, segue um dia de valorizações, próximo dos R$ 3,65/US$, favorecendo a alta da oleaginosa”, comenta o analista Luiz Fernando Pacheco. 

Segundo ele, boa parte dos intermediários e silos estão descasados: “Estes estão escutando pedidas de compra, mas dificilmente possuem produto para negociar e acabam garantindo liquidez apenas para clientes fixos. Quando estes possuem algum volume de diferido, as pedidas para entrega miram a casa dos R$ 43,00/sc. O cenário ilíquido no diferido intensificou a busca pelo milho tributado”. 

As ofertas de milho de fora ainda são tímidas e as indicações de cargas com origem em MS e MG posto em Campinas (SP), CIF e ICMS incluso, estão entre R$ 42,00/sc e R$ 43,00/sc. A XP Investimentos aponta média de negócios a $ 42,69/sc, praticamente estável no dia. 

Os modelos climáticos observados pela XP Investimentos apontam uma nova estiagem ao longo desta semana. Todavia, as precipitações devem aparecer novamente no Sudeste e Centro-Oeste a partir de sexta (18), com mais volume, próximo de 15-24mm/dia, e intensidade. As precipitações e o clima mais ameno contribuem para amenizar o stress “climático” atual, embora algumas lavouras já contabilizam perdas. As indicações de Santos e Paranaguá para agosto foram reajustadas para R$ 40,00 - 40,50/sc, estáveis. 

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