Milho: Preço interno descola da Bolsa

ANÁLISE

Milho: Preço interno descola da Bolsa

Pesam as dificuldades de obter fretes compatíveis e o início da colheita nos estados do Sul
Por: -Leonardo Gottems
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“Nem sempre os fatores que influenciam os preços na Bolsa são os mesmos que influenciam os preços no mercado físico, porque o primeiro tem fortes componentes emocionais, enquanto o segundo tem forte dose de realismo”. A afirmação é do analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco.

Os preços do milho na B3 pesquisados pelo Cepea registraram leve aumento de 0,15%, enquanto os preços médios na região de Campinas caíram 0,08%, para R$ 38,57/saca. “Dificuldades de obter fretes compatíveis, início da colheita nos estados do Sul e falta de demanda por parte dos usuários finais do milho (que estão com evolução negativa dos preços) são as principais causas desta leve queda”, explica Pacheco. 

De acordo com o especialista, o ponto positivo são os comentários sobre possíveis quebras de safra. Esses rumores, porém, não estão confirmadas pelas fontes oficiais. Segundo os dados da Consultoria AgRural, o plantio do milho segunda safra também está adiantado na região centro-sul do Brasil. Até a última quinta-feira, 24% da área estimada estava semeada, contra 15% de uma semana antes e 11% no ano passado e na média de cinco anos.

“No RS várias associações de produtores de carne se queixando da redução da oferta de milho no mercado local, mas agricultores dizem que preço de exportação é melhor e vendem para quem paga mais. Isto confirma análise da T&F dizendo que vai aumentar a necessidade de importação de trigo do Paraguai e do Centro-Oeste do Brasil, embora a demanda local esteja levemente menor do que os anos anteriores”, complementa.

 Na Argentina há rendimentos superiores a 10 toneladas/hectare, mas as vendas de exportação estão retraídas. “A safra 2018/19 está caminho de ser o melhor ano para o milho na Argentina. Culturas parecem realmente boas na área central. A maioria dos analistas espera 45-46 milhões de toneladas (MT) a nível nacional e as exportações devem atingir 31-32 MT na janela de Mar19 / Feb20”, conclui Pacheco.


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