Milho: Produtor resiste enquanto os preços sobem

MERCADO

Milho: Produtor resiste enquanto os preços sobem

“A maioria dos vendedores originais do milho (agricultores e suas cooperativas) não estão querendo aceitar os preços atuais"
Por: -Leonardo Gottems
862 acessos

Receba Notícias como esta por email

Cadastre-se e receba nossos conteúdos gratuitamente

O panorama atual do mercado brasileiro de milho iniciou a semana com o produtor resistindo à venda, mas com intermediários impondo alta e fazendo com que os preços subissem. De acordo com o especialista Luiz Fernando Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica, os produtores não querem aceitar os preços que lhes estão sendo apresentados. 

“A maioria dos vendedores originais do milho (agricultores e suas cooperativas) não estão querendo aceitar os preços atuais e, por isso, não vendem o produto. Mas, os cerealistas e intermediários, pressionados pela necessidade de esvaziar os seus silos para receber as safras de verão já dentro de pouco mais de um mês, estão aproveitando a necessidade de os compradores reporem estoques, reduzidos durante os feriados da semana passada, para fazerem ofertas a preços maiores que, diante da necessidade dos compradores, são aceitos”, comenta.  

Por isso as médias captadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) registram alta expressiva, de 2,24% em Campinas, para R$ 37,02/saca, elevando a alta do mês para 9,85%. Com isto, os investidores da B3 também elevaram as cotações em 1,07%, para R$ 37,70, aumentando os ganhos mensais para 10,33%.  

As exportações de milho, por sua vez, estão mais fracas neste ano, confirmam os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), publicados nesta segunda-feira. O Brasil sofreu uma severa quebra de safra neste ano, por conta de problemas climáticos. Além disso, os custos mais altos pela implantação da tabela de frete rodoviário do governo limitaram os embarques.  

“Até a quarta semana de novembro, as exportações de milho somaram 2,9 milhões de toneladas no acumulado do mês, elevando o total de janeiro até o momento a 18,7 milhões de toneladas. O volume está abaixo do registrado entre janeiro e outubro de 2017, quando somou 21,7 milhões de toneladas”, comenta.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink