Milho é a cultura mais afetada pela estiagem
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Imagem: Marcel Oliveira
LEVANTAMENTO

Milho é a cultura mais afetada pela estiagem

Há um aumento na quantidade de áreas com produtividade afetada em decorrência do déficit hídrico
Por: -Aline Merladete

De acordo com o último relatório do acompanhamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) há um aumento na quantidade de áreas com produtividade afetada em decorrência do déficit hídrico. A cultura mais afetada é o milho no oeste do Paraná, o avanço das áreas com esta restrição avançam de oeste para leste, já atingindo as lavouras da parcela central do estado. 

Conab projeta safra em 284 milhões de toneladas. Veja aqui.

Em muitas dessas regiões, as plantas já se encontram em estádios avançados e ainda mais susceptíveis ao estresse hídrico, principalmente aquelas que se encontram nas fases de floração e enchimento de grãos. Outro ponto relevante é que em pelo menos 8% das lavouras do Paraná o milho já foi colhido e no Rio Grande do Sul, região também muito afetada pela estiagem, as estimativas apontam para 7% de área colhida. 

O relatório também indica que em pelo menos 32.2% das lavouras no país, se encontram no estádio de floração. E os grãos em início de formação, sobretudo na ponta da espiga, podem ser abortados por estresses severos, se houver forte redução no suprimento de fotossintatos. As causas podem ser déficit hídrico, altas temperaturas, baixa radiação solar ou redução drástica da área foliar. Noites quentes, na polinização ou no início de formação dos grãos, é outra causa provável de abortamento, por reduzir a quantidade de fotossintatos disponíveis por unidade de graus-dia acumulados.

O que diz a Conab

Milho: No RS a estiagem continua  afetando diversas regiões produtoras. Muitas lavouras em reprodução estão tendo suas etapas aceleradas devido ao estresse hídrico, gerando menores rendimentos. No PR, primeiras lavouras colhidas. Confirmação de perdas pelo estresse hídrico e perspectiva de situação mais crítica com o avançar das operações. Em GO, as chuvas vêm favorecendo as lavouras, atendendo as demandas hídricas da cultura. Na BA, plantio em 90% da área prevista, com expectativa de se estender até fim de janeiro. As lavouras estão em boas condições, mas há perdas pontuais por encharcamento.

Soja: Em MT, a colheita iniciou e deve se intensificar nas próximas semanas. Rendimento e qualidade dos grãos estão bons.  Em MS, boas condições no Centro Norte e estresse hídrico no Sul. Na BA, há registros de perdas pontuais por encharcamento em algumas lavouras, mas em geral, as condições estão boas/regulares. No RS, a baixa umidade nos solos dificulta o avanço do plantio e impacta as lavouras já implantadas, especialmente aquelas em fases reprodutivas. No PR, inicio da colheita no oeste. A condição de seca persiste e impacta as lavouras.

Previsão Agrotempo

As projeções indicam que os maiores volumes se concentram em áreas do nordeste do MT, sul do PA e alguns pontos entre o MA, PI e TO. Nessas áreas os acumulados de chuvas podem se aproximar dos 200 mm no decorrer dos próximos 7 dias, que será benéfico para as lavouras em desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos. No MA e TO, as chuvas frequentes vem atrapalhando os trabalhos de campo e afetando, pontualmente, algumas lavouras de soja, assim como no norte do MT. 

Já no oeste da BA, uma área mais afetada em decorrência do excesso das chuvas, a projeção indica uma diminuição dos volumes nesses próximos dias, ficando entre 5 e 50 mm, com o aumento gradativo dos volumes quanto mais à oeste do estado. Por outro lado, algumas áreas da parcela central, leste e sul da BA terão um período mais seco.

Nas áreas que compreendem os estados de GO, MG e RJ as chuvas também persistem ao longo da semana, mantendo as condições favoráveis para o desenvolvimento dos cultivos de 1ª Safra e do Café, ao passo que possibilita a recuperação de áreas afetadas pelas chuvas intensas dos últimos dias. 

Na região sul do país a preocupação segue com a forte estiagem e a previsão de pouca chuva, muitas áreas poderão ficar sem o registro de chuvas no decorrer da semana, mantendo as lavouras com o déficit hídrico acentuado, principalmente o milho 1ª safra. Outro fator de preocupação será as elevadas temperaturas na metade sul do RS, as projeções indicam vários dias consecutivos com temperaturas próximas ou acima dos 40°C e índices de umidade que podem ficar abaixo dos 20% em dias seguidos. Aumentando a taxa de evaporação na água que resta no solo e aumentando a evapotranspiração nas plantas.


Material exclusivo e elaborado pela equipe Agrotempo.


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