Milho e soja equilibram balança no Paraná
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Agronegócio

Milho e soja equilibram balança no Paraná

A agricultura enfrentou adversidades em 2006, mesmo assim foi responsável por manter as exportações no mesmo patamar de 2005
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A agricultura paranaense enfrentou toda a sorte de adversidades em 2006. Houve estiagem, quebra de safra, moeda sobrevalorizada e a febre aftosa. Mesmo assim, o setor foi responsável por manter as exportações do estado no mesmo patamar do ano passado no período de janeiro a outubro de 2006, quando as vendas externas paranaenses totalizaram US$ 8,25 bilhões e as importações somaram US$ 4,86 bilhões. Com isso, o Paraná fechou com um saldo positivo de US$ 3,39 bilhões. As informações são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Secex / MDIC).

Em relação a 2005, a participação do agronegócio nas exportações totais do Paraná passou de 54% para 55% devido ao bom desempenho do setor sucroalcooleiro, milho, café, produtos florestais e couro. No entanto, segmentos agroindustriais mais importantes como complexos soja e carnes, tiveram acentuada devido aos problemas sanitários. O complexo soja teve receita de US$ 1,72 bilhão até outubro acumulando queda de 11% nas exportações. O setor de carnes gerou receita de US$ 833 milhões no período.

Os grandes responsáveis pelo equilíbrio no resultado das exportações, no entanto, foram o milho, álcool e papel e celulose. Em 2005 quase não ocorreram negócios, mas em 2006 as exportações de milho em grão foram beneficiadas pelos preços de exportação que passaram de US$ 98,11 por tonelada para US$ 116,27 por tonelada . A receita foi de US$ 288 milhões e o volume comercializado de 2,4 milhões de toneladas.

As exportações de café tiveram receita de US$ 210 milhões com acréscimo de 8%. Madeira gerou receita de US$ 838 milhões com exportações estáveis. O setor de papel e celulose passou de US$ 154 milhões para US$ 180 milhões o que representa um crescimento de 17%.

O setor sucroalcooleiro registrou até outubro regrou uma receita de US$ 389 milhões, o que significou um aumento de 77% sobre 2005. As exportações de açúcar foram de US$ 286 milhões e as de álcool etílico de US$ 103 milhões, com crescimento de receita de 62% e 137%, respectivamente. Os embarques de álcool cresceram 42% entre janeiro e outubro.


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