Milho e trigo têm queda
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Agronegócio

Milho e trigo têm queda

Os contratos do milho com entrega para dezembro tiveram o maior recuo das últimas três semanas e fecharam em 409,50 centavos de dólar o bushel
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Após um dia de forte valorização nas bolsas internacionais por causa do anúncio de corte nas taxas de juros americanas, as principais commodities agrícolas voltaram a cair ontem. As cotações do milho e do trigo lideraram a queda na Bolsa de Chicago (CBOT). Os contratos do milho com entrega para dezembro tiveram o maior recuo das últimas três semanas e fecharam cotados em 409,50 centavos de dólar o bushel (25,4 quilos), queda de 2,6%. O movimento de baixa foi causado pelas informações de desaceleração nas exportações americanas, provocadas pela valorização do dólar no mundo. As informações foram divulgadas ontem em relatório do Departamento de Agricultura Americano (Usda).

De acordo com o boletim, na semana anterior ao dia 24, os embarques de milho somaram 413 milhões de toneladas, somando uma redução de 50% nas expectativas das últimas quatro semanas. "As exportações de milho desapontaram", disse Don Roose, presidente da U.S. Commodities Inc. . "O milho e o trigo americanos não estão competitivos no mercado mundial por causa do dólar mais forte", completa Roose.

Leonardo Menezes, analista da Céleres, acrescenta que é normal o mercado corrigir um pouco os preços após um pregão de forte alta. "Os investidores aproveitam a oportunidade da alta e vendem os papéis no mercado", disse.

A redução dos embarques em virtude da moeda americana mais cara foi o principal motivo para a queda do trigo. Os papéis com entrega em março ficaram em 558,75 centavos de dólar o bushel (27,2 quilos), recuo de 3,87%. Menezes explica que no curto e médio prazos a tendência é que os preços retomem para uma valorização. "Mas por enquanto o mercado financeiro vai ditar o ritmo", disse.No caso da soja, a queda no consumo americano no terceiro trimestre provocou novos rumores sobre o risco que a economia local enfrenta. De acordo com o Departamento de Comércio Americano, a demanda doméstica pela oleaginosa recuou 0,3% no período. Com isso, os contratos da commodity com vencimento em janeiro fecharam em US$ 9,43 o bushel (27,2 quilos), queda de 0,4%. Menezes explica que a Rússia está mais frágil por causa dessa crise. "Mas a demanda dos países asiáticos deverá sustentar os preços".

O analista da Céleres acrescenta que a partir de agora as atenções estarão voltadas à América Latina, que inicia o plantio de verão em algumas regiões. "A Argentina está com problemas no clima e, no Brasil, a safra pode ter queda na produtividade em virtude da redução dos insumos", disse.

O suco de laranja, por sua vez, fechou valorizado ontem por causa das especulações de que o frio na Flórida, segundo maior produtor mundial, prejudicou os pomares. Os papéis com entrega para janeiro fecharam em 83,70 centavos de dólar a libra-peso (0,454 quilos), alta de 2,5%.


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