Milho está mais caro. Mas o preço deve cair

Agronegócio

Milho está mais caro. Mas o preço deve cair

Por:
798 acessos

As explicações para a alta são divergentes, mas em relação ao valor todo mundo concorda: o milho verde deste São João está mais caro que o do ano passado em 41%, segundo a Ceasa. A mão do milho, com 50 espigas do produto, é vendida em média por R$ 18 na feira da Central de Abastecimento Alimentar de Pernambuco (Ceasa), com picos de R$ 20 e preço mínimo de R$ 13, dependendo da qualidade. No ano passado, o preço médio do milho verde, durante o mês de junho, era de R$ 13, ou seja, valor mínimo que ele alcança este mês. A previsão para os próximos dias também é divergente, mas para o presidente da Ceasa, Romero Pontual, o valor das 50 espigas até o dia 23 de junho tende a baixar para a média de R$ 12 a R$ 15 na média. “A oferta será maior”, diz.

Para os feirantes da Ceasa, o quadro é justamente o contrário. Eles acreditam que a oferta está menor. “No interior choveu muito e os carros estão ficando atolados, por isso vem menos milho”, tenta explicar o feirante Tony do Nascimento, que passou o dia de ontem para vender 170 mãos de milho, ou seja, 8.500 espigas.

Para quem depende do milho o ano todo, o preço não está nada agradável. É o caso da ambulante Joselice de Souza e de seu marido Rosevaldo Silva que vendem pamonhas, canjicas e milho cozido numa banquinha próxima à delegacia do Ipsep. “No ano passado a gente comparava a R$ 13 e este ano, quando se consegue um preço bom é R$ 17. Eu compro em Afogados, que é mais perto e gasto menos com transporte. Mas lá tá mais caro, então é vantagem vir à Ceasa”, diz a ambulante, ao lado do marido. Reflexo no preço de seus produtos, com o milho cozido sendo vendido a R$ 1,00, canjica a R$ 1,50 e pamonha a R$ 2,00, contra R$ 0,70, R$ 1,00 e R$ 1,50 do ano passado.

O feirante Hélio José Neto diz que o preço mais alto altera a movimentação do comércio. “O resultado é que o pessoal tá comprando menos. Nesta época, em 2008, eu estava vendendo 15 mil espigas por dia, este ano são 7 mil”, calcula. Hélio Neto afirma também que nos melhores dias do ano para venda de milho verde, na véspera e ante-véspera do São João, a venda será menor. “Ano passado vendi 45 mil espigas, para este ano acho que serão 25 mil”, diz. “O melhor é que o preço baixe para que o movimento aumente, pois com o valor mais baixo temos margem para trabalhar preços”, comenta. Segundo ele, os vendedores de milho estão com uma margem de até R$ 2 no valor da mão.

Para Romero Pontual, a redução de preço até o São João é certa. Ele inclusive contradiz os comerciantes da Ceasa. Segundo Pontual, a oferta do milho aumentou e o consumo também. “Os vendedores não trabalham com dados, eu sim”. Segundo os números da Ceasa, de 1º de junho até o dia 8 entraram pelos portões do centro de abastecimento 1,419 milhão de espigas, contra 1,267 milhão neste mesmo período do ano passado, num crescimento de 12%.

No acumulado de maio a junho também há aumento de oferta: 3,581 milhões em 2008 contra 5,200 milhões este ano. Os números são baseados no número de caminhões que entram no pátio e no peso de suas mercadorias.


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink