Milho puxa alta na produção
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Agronegócio

Milho puxa alta na produção

Cerca de 60% do milho 2ª safra foi colhido em Mato Grosso e produtividade alcançou até 200 sacas por hectare
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Com cerca de 60% do milho 2ª safra colhido em Mato Grosso e produtividade que alcançou até 200 sacas por hectare em algumas regiões do Estado, a produção do grão ficou estimada em 12,648 milhões de toneladas pela  Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), conforme atualização feita pelo 10º Levantamento da Safra 11/12, divulgado nesta quinta-feira (05). Isso influenciou no ajuste de 0,76% na produção total de grãos, que alcança 38,083 milhões de (t) em Mato Grosso.


Na pesquisa anterior, a estimativa era de 37,795 milhões (t). Para todo país, a projeção aponta para 162,596 milhões (t) colhidas nas principais culturas (soja, milho, algodão, trigo, girassol, feijão e arroz), após o ajuste de 0,84% para mais em comparação com o 9º levantamento, que indicava 161,231 milhões (t) de grãos.

Realizando o acompanhamento semanal das colheitas em Mato Grosso, o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta um volume de 13 milhões (t) de milho este ano. Com os preços do grão influenciados pelo anúncio de quebra de safra norte-americana por causa da estiagem, conforme divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na semana passada, a demanda externa já começou a aumentar.


Para atendê-la, os produtores devem direcionar as vendas para as tradings, que estão oferecendo preços  melhores. Na última semana, a média ofertada era de R$ 12 a saca e atualmente já alcança R$ 15,90, valorização de 32,5%, segundo o vice-presidente Norte da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Naildo da Silva Lopes.

Estoque - Com o aumento das exportações do milho, o risco de que o grão fique acumulado fora dos armazéns em Mato Grosso, como ocorreu em 2009, deixa de existir. Previsão é que falte milho para recompor os estoques do governo, calculado em aproximadamente 500 mil toneladas armazenadas pela Conab no Estado. Isso pode elevar os preços do produto ainda mais, agravando a situação dos suinocultores.


Na avaliação do vice-presidente da Aprosoja, os produtores priorizarão as vendas para as tradings, considerando o preço estipulado pelo governo em R$ 14,60 (saca) para aquisições realizadas por meio de contratos de opção. “A intervenção do governo influenciou na valorização do milho, já que as empresas estavam oferecendo abaixo disso, mas o que mais pesou foi o prejuízo provocado pelo clima nos Estados Unidos”. Para ele, se o governo quiser garantir estoque terá que elevar o preço proposto para no mínimo R$ 16. “E terá que agir rápido, porque o  custo do produtor para próxima safra é maior e então ele tem que vender”. Boletim do Imea divulgado no início da semana mostrou que 56% do milho mato-grossense estava vendido, proporcional a 7 milhões (t). Para atender o consumo interno são necessárias 3,5 milhões (t). Garantir o estoque regulador é uma preocupação do governo, que está atento à movimentação do mercado, afirma o superintendente da Conab em Mato Grosso, Ovídio Costa. “O governo deve nos próximos dias ajustar o preço para os contratos de opção ou propor outros mecanismos para aquisição de milho”. Nesta quinta-feira (05) o governo realizou leilão, mas nenhum contrato foi fechado.

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