Agronegócio

Milho transgênico entra novamente na pauta da CTNBio

A partir desta quarta-feira a CTNBio volta a analisar os pedidos para liberação comercial de variedades de milho GM
Por: -Redação
6 acessos

A partir desta quarta-feira (22-11) a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) volta a analisar os pedidos para liberação comercial de variedades de milho geneticamente modificado (GM), resistente a insetos e tolerante a herbicidas. Como tem feito em outras ocasiões, com o intuito de reforçar o embasamento técnico e científico necessário à avaliação e à aprovação destes produtos, o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) protocolou, no último mês, na secretaria da CTNBio, em Brasília, dezenas de estudos internacionais e teses brasileiras de doutorado sobre a segurança do milho GM.

A mais recente ação do CIB nesse sentido aconteceu na última sexta-feira, quando foi protocolado o documento “Avaliação de Impactos do Milho Geneticamente Modificado”. Trata-se de um conjunto de revisões técnicas, realizadas por conselheiros e colaboradores do CIB, a respeito de estudos científicos recentes publicados na literatura acadêmica mundial.

Dividido em nove itens, o texto protocolado foi realizado com foco no milho Bt, no milho tolerante ao glifosato e no milho tolerante ao glufosinato. Entre outros assuntos, o material explica questões como segurança alimentar, ambiental e coexistência com variedades convencionais e orgânicas.

Conhecimento científico

Na manhã dessa terça-feira, representantes de uma organização ambientalista internacional divulgaram dados alarmistas e sem base científica sobre milho geneticamente modificado, contrariando o conhecimento científico atual.

Sobre essa questão, o CIB esclarecer que não é verdade que o milho GM causa prejuízos ao meio ambiente. Pelo contrário, a adoção de variedades transgênicas tem se revelado benéfica ao permitir ao agricultor a redução do uso de defensivos agrícolas, beneficiando também a própria saúde do trabalhador rural.

O Conselho também enfatiza que é inverídica a afirmação de que o milho transgênico pode provocar náusea, diarréia, nascimento de fetos prematuros e até abortos. Não existe qualquer embasamento científico para esta informação. Outra vez, muito pelo contrário, o milho transgênico é consumido nos Estados Unidos e no Canadá desde 1996, e na Argentina, desde 1998. De acordo com informações do Serviço Internacional de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), somente em 2005 foram cultivados 21,2 milhões de hectares de milho GM no mundo. Até hoje, não foi identificado nos produtos aprovados dano algum à saúde humana.

Esses produtos só chegaram ao campo e à mesa dos consumidores após diversas e rigorosas avaliações científicas, definidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que comprovaram a sua segurança ambiental e alimentar para humanos e ração animal. As informações são da assessoria de imprensa do CIB.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink