Minas deve produzir 8 milhões de grãos


Agronegócio

Minas deve produzir 8 milhões de grãos

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A produção de grãos em Minas Gerais este ano deverá atingir cerca de oito milhões de toneladas, frente a 7,653 milhões de toneladas computadas em 2002, crescimento de 5%, segundo estimativa realizada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg). De acordo com o levantamento, a área plantada deverá ser de 2,496 milhões de hectares, redução de 1,6% em relação a 2002, quando o cultivo ocupou 2,538 milhões de hectares.

Segundo Márcio Carvalho, assessor econômico da Faemg, nesta primeira estimativa não se contempla a produção do milho safrinha, da segunda safra de sorgo e a terceira de feijão, podendo haver modificações nos números. `Não existe risco climático para as culturas em evolução, como ocorreu em 2002, com a estiagem que prejudicou muito as lavouras e, em muitos casos, atrasou o plantio`, afirma, esclarecendo que, ao computar esse três produtos, é provável que área plantada ultrapasse a do ano passado. Carvalho acrescenta que a produção mineira historicamente representa 10% da safra brasileira. A estimativa é de que este ano a produção de grãos no País seja recorde, chegando a 107,4 milhões de toneladas, 10,6% a mais que a registrada no ano anterior, 97,1 milhões de toneladas, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para ele, o aumento na safra mineira de grãos será, influenciado, principalmente pela produção de soja, que deverá alcançar cerca de 2,116 milhões de toneladas ante 1,951 milhões de 2002, elevação de 8,5%. `A soja vai ser a vedete este ano. No Triângulo Mineiro, por exemplo, áreas de pastagens estão recebendo plantio de soja`, diz. A área plantada, de acordo com o levantamento, será de 792,220 mil hectares, frente aos 717,679 mil hectares plantados no ano anterior, 10,3%.

O milho, conforme o levantamento, também registrará aumento de 3,15% da área plantada, passando de 1,168 milhões para 1,205 milhões de hectares. Na produção o acréscimo será de 4,5%, com 4,896 milhões de toneladas ante 4,685 milhões da safra anterior. `Estamos considerando somente o milho da primeira safra que, em função da estiagem, teve seu plantio atrasado. Este volume, provavelmente, deve aumentar`, explica.

O sorgo também deve ter aumento na produção e área plantada. Segundo o levantamento da Faemg, o cultivo será realizado em 6,51 mil hectares, 5,8% a mais que o ano anterior, 6,15 mil. Já a produção deverá ser 6,2% maior, passando de 14,15 mil para 15 mil toneladas. `O sorgo é um substituto importante na composição da ração animal, assim muitos produtores optaram pelo seu cultivo. Além de ser uma cultura que se adapta mais à estiagem`, afirma o Carvalho, acrescentando que na região Norte do Estado, a área plantada aumentou em torno de 7,8% e a produção 2,3%.

Já para o feijão, a pesquisa detectou redução de 3,3% na área cultivada, que, ano passado, chegou a 380 mil hectares. Para safra 2002/2003, a área estimada para o plantio é de 367,53 mil hectares, com produção de 402,90 mil toneladas, 10,6% superior à colheita anterior, que registrou 376,52 mil toneladas. `Em função do uso de tecnologias mais avançadas nas lavouras de feijão, os produtores conseguiram aumentar a produtividade em 10,6%, passando de 991 quilos por hectare para 1096 quilos`, esclarece Cardoso.

O algodão também deve registrar queda 14,4% na área cultivada este ano em relação à safra passada, passando de 39 mil hectares para 33,45 mil. A produção terá o mesmo comportamento, redução de 14,8%, de 90,58 mil toneladas para 77,21 mil. `As medidas de incentivo fiscal à cotonicultura anunciadas pelo governo estadual devem refletir na próxima safra. É um alento para a atividade em Minas Gerais, que estava fadada à extinção no estado`.

Pela medida, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) obteve uma redução de nove pontos percentuais, passando de 18% para 9%, com a indústria se comprometendo repassar parte do desconto ao produtor. `Na próxima safra teremos números mais generosos. É um processo de recuperação tardio, mas sempre bem-vindo`, ressalta.


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