Minc diz que pretende procurar senadora Kátia Abreu para buscar entendimento

Agronegócio

Minc diz que pretende procurar senadora Kátia Abreu para buscar entendimento

Depois de chamar os ruralistas de “vigaristas”, resolveu desculpar-se
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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, garantiu nesta quinta-feira (4) que se mantém no cargo e voltou a criticar ruralistas, que pedem sua saída do ministério. Ele pretende procurar a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura, para buscar entendimento.

Depois de chamar os ruralistas de “vigaristas”, resolveu desculpar-se. A declaração resultou num pedido de denúncia por crime de responsabilidade contra ele, feito pela senadora. “É claro que no momento da briga, me excedi. Aqui no Parlamento pediram meu pescoço, mas pelo que me consta ele ainda está no mesmo lugar e provavelmente vai ficar até o fim do governo Lula”, disse. “Acho que o Brasil precisa de um grande entendimento entre agricultura e ecologia”, completou, dizendo que pretende procurar a senadora na próxima semana.

Minc deverá se encontrar ainda hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, na semana passada, Lula teria dito que está satisfeito com a gestão do ministro e com o seu bom humor. “Ele [Lula] disse: Minc, você briga, faz as pazes. Briga com o cara da soja, faz as pazes. Briga com o [Blairo] Maggi, faz as pazes. Eu prefiro assim. As coisas estão andando, o desmatamento está caindo”, afirmou.

O ministro ainda teria ouvido de Lula apenas o pedido para tomar cuidado na questão pública em relação aos outros ministros. “Eu, como ministro obediente ao chefe, desde que não seja dar licença sem cumprir todas as leis, sou obediente, não farei mais polêmicas públicas com os ministros”, prometeu acrescentando, no entanto, que vai manter seus princípios ideológicos e convicções, o que, segundo ele, é muito mais importante do que ficar no governo.

Minc ainda deve viajar amanhã (5) a Bahia com o presidente Lula para assinar atos de criação de unidades de conservação, de pagamentos por serviços ambientais e de manejo florestal comunitário.

O ministro esteve na Câmara para falar na Comissão de Meio Ambiente sobre a PEC do Cerrado e da Caatinga. Em visita ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), pediu que a proposta fosse colocada rapidamente em votação. “Ela não representa engessamento, mas reconhecimento de que o Brasil tem cinco biomas e só dois reconhecidos formalmente. Por que reconhecer dois e não reconhecer os outros três? Temer acha que ainda em junho vai colocar o texto em votação.


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