Ministério projeta sobra de recursos do plano safra 11/12
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Agronegócio

Ministério projeta sobra de recursos do plano safra 11/12

Para a safra que está para começar, o ministro da Agricultura acredita que haverá uma procura maior pelos recursos
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BRASÍLIA (Reuters) - Depois de anunciar linhas de crédito num total de 115,2 bilhões de reais para produtores rurais na safra 2012/13, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, admitiu que ainda sobram recursos parados do último plano.

Houve um aumento de 7,5 por cento no volume liberado para a safra que começa oficialmente em 1º de julho, ante período imediatamente anterior, mas esse excedente pode ficar parado nos bancos caso se repita o que ocorreu nos últimos três planos.

Após anunciar o plano 12/13, o ministro comentou a sobra de recursos da safra que está para ser encerrada.

"Não se esqueçam que tivemos uma seca violenta no Sul e no Nordeste e por outro lado tivemos a expectativa de juros menores. O que fez que o recurso deixasse de ser tomado", disse Mendes Ribeiro a jornalistas.

Segundo dados divulgados pelo ministério, a projeção para a tomada de empréstimos na safra 11/12 é 93 bilhões de reais, ante os 107,2 bilhões ofertados. Isso significa que devem sobrar pelo menos 14 bilhões de reais nos bancos.

Nesta quinta-feira (28), Mendes Ribeiro e a presidente Dilma Rousseff anunciaram com pompa em Brasília um novo montante recorde de crédito para a nova safra.

Os dados de tomada de recursos no período 11/12 ainda não estão fechados. Os últimos números contabilizados são entre julho de 2011 e maio de 2012, quando 81,3 bilhões de reais haviam sido contratados. Este número é 100 milhões de reais menor que o contratado no mesmo período da safra 2010/11.

A sobra de dinheiro do plano safra não é um fenômeno novo. Para o ciclo 2009/10 o volume de recursos oferecidos teve um salto de 43 por cento, totalizando 65 bilhões de reais. Naquele ano restaram 6 bilhões de reais e sobras vêm sendo registradas desde então.

Para a safra que está para começar, o ministro da Agricultura acredita que haverá uma procura maior pelos recursos, já que o custo do dinheiro será menor.

"Esse plano tem um característica. O valor (volume) do juro controlado aumentou. E se pegares o juro controlado do plano passado, ele foi totalmente utilizado. Esse é um ganho importante", disse Mendes Ribeiro, lembrando que o volume ofertado com juros controlados subiu para 93,9 bilhões de reais e que o juros cobrados sobre estes recursos cairá de 6,75 por cento para 5,5 por cento.

Segundo o Ministério da Agricultura, a disponibilidade de oferta de crédito rural para a agricultura empresarial mais do que quintuplicou ao longo da última década, de 20,54 bilhões de reais em 2002/03 para os atuais 115,25 bilhões de reais.

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