Agronegócio

Ministro defende desoneração no setor de agronegócios

Guedes afirmou que sua equipe prefere uma negociação mais ampla
Por: -Flávia Albuquerque
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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luiz Carlos Guedes Pinto, afirmou nessa terça-feira (14-11) que sua equipe prefere uma negociação mais ampla na questão da desoneração de tributos para o setor de agronegócios. Ele informou que o ministério está elaborando uma série de documentos sobre suas diferentes áreas de atuação e um relatório das atividades dos últimos quatro anos, com uma reflexão e novas diretrizes sobre todos os temas.

“Um deles se refere exatamente a recomendações para implementação de um novo modelo de política agrícola para o país. Um dos temas específicos é a questão tributária. Nós estamos preferindo negociar isso de uma forma global”, disse ele. De acordo com o ministro, o conjunto de reivindicações neste sentido é muito amplo e visa reduzir as oscilações de renda do setor. “A agricultura, por sua própria natureza, é um setor no qual há oscilações”, ressaltou.

Guedes fez as declarações logo após participar de uma reunião com o Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Nesta quarta-feira, Guedes viaja para o Uruguai, onde participa de uma reunião setorial com ministros da Agricultura dos países do Mercosul, para tratar de assuntos de interesse comum. A reunião é realizada quatro vezes por ano. Ele disse que, nessa reunião, a prioridade é para um programa continental de combate e controle de doenças animais e pragas vegetais no continente sul-americano, com prioridade para a febre aftosa.

Vão participar ministros da Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Bolívia, Venezuela. Os representantes da Colômbia, Peru e Equador também foram convidados, mas ainda não confirmaram presença.

Segundo Guedes, a proposta é que a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e o Instituto Interamericano de Cooperação Agrícola, que atuam em todos os países do continente americano, coordenem esse trabalho. “Nossa proposta é dar mais um passo na formatação de um programa. Temos não só problemas de animais e de aftosa, mas também problemas sérios na área de defesa sanitária vegetal. É uma ilusão imaginar que nós podemos controlar esses problemas num país, isoladamente”.

Ele disse que ainda não há definição sobre o aumento da mistura do álcool na gasolina e que o governo se comprometeu a reavaliar, em janeiro, a necessidade e a quantidade de álcool a ser misturado na gasolina. “Houve um aumento da mistura de 20% a 23%, e nós vamos reavaliar a evolução dos estoques no mês de janeiro e, com base nisso, será tomada uma decisão. Se, em janeiro, nós considerarmos que os estoques são confortáveis muito provavelmente nós retomaremos aos 25%”.

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