Ministro interino da Agricultura destaca a importância do 18º Seminário Cooplantio
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Agronegócio

Ministro interino da Agricultura destaca a importância do 18º Seminário Cooplantio

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O 18º Seminário Cooplantio teve início nesta segunda-feira (23-06), em Gramado, no Rio Grande do Sul, com a presença do ministro interino da Agricultura, José Amauri Dimarzio, que elogiou o evento e a técnica do plantio direto. A abertura das atividades também contou com as participações do presidente da Cooplantio, Daltro Benvenuti, do secretário Nacional de Defesa Agropecuária, Maçao Tadano, presidente do Clube do Plantio Direto, Eurico Dorneles e com os secretários da Agricultura do Rio Grande do Sul, Odacir Klein, de Santa Catarina, Moacir Sopelsa, do diretor geral da Secretaria da Agricultura Paraná, Milton Ribas, o presidente da Comissão da Agricultura da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Jerônimo Goergen.

O presidente da cooperativa, Benvenuti, destacou a importância do plantio direto como um dos resultados do avanço da produção nos Estados em que a cooperativa atua. Segundo ele, no Brasil a técnica do plantio direto atinge 17 milhões de hectares, e que vem aumentando a cada ano. O ministro interino da Agricultura, José Dimarzio, falou que o plantio direto precisa se estender a todo o país para que o Brasil possa obter maior produção e produtividade. Retratou que a estimativa para as exportações de carne, por exemplo, é elevada e o Brasil poderá atingir níveis antes nunca alcançados até 2010. Um exemplo foi a suspensão das exportações de suínos para a Rússia em razão da doença de Aujeszky, que não chegou a afetar os embarques do setor. Somente nos primeiros quatro meses do ano, segundo ele, o país superou o volume registrado no ano passado. Também afirmou que o superávit do agronegócio neste ano deverá atingir US$ 24 bilhões.

O ministro retratou a importância de Santa Catarina e Rio Grande do Sul em voltar a exportar carne suína para a Rússia com a mudança na avaliação de onde existe focos de Aujesky, que agora é por município e não mais por Estado. O governo pretende lançar um programa em julho para controlar com mais rigor a doença nesses Estados. Além disso, esse programa deverá ser estendido para o restante do país.

Com a presença dos secretários de agricultura da região Sul do país, o ministro pôde tratar da questão envolvendo o trânsito de gado em pé do Rio Grande do Sul para Santa Catarina. Conforme o secretário da Agricultura de SC, Moacir Sopelsa, o Estado vem tentando obter o certificado de livre de aftosa sem vacinação há trinta anos, e por isso não pretende facilitar a entrada de gado gaúcho. Para ele, essa é uma decisão que deve ser resolvida pelo Ministério da Agricultura. Porém, o presidente da Comissão da Agricultura da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Jerônimo Goergen, afirmou que Santa Catarina apresenta um déficit de 55 mil toneladas de carne bovina por ano, e, em razão disso, o Estado ainda precisa importar carne.

Em relação ao plantio de soja transgênica para a safra 2003/04, que os produtores do Rio Grande do Sul insistem em cultivar, Dimarzio frisou que a lei deve ser obedecida e o governo não permitirá que esta seja violada. “O comércio de organismos geneticamente modificados (OGMs) está liberado até 31 de janeiro de 2004, após essa data o governo aplicará multas”, avisou. “É importante que o produtor siga as leis para que não seja punido futuramente, porque essa não é a intenção do governo”. Quanto à MP 113, que foi aprovada como lei no dia 13 de junho, ele negou que o governo tenha modificado o prazo de comercialização. Para isso, pretende se reunir com membros do Ministério da Agricultura para confirmar que os OGMs só poderão ser comercializados até o dia 31 de janeiro, sem a prorrogação de 60 dias desde essa data. Como opção, a indústria já sinalizou que tem excedente de variedades de sementes convencionais registradas pelo Ministério da Agricultura disponíveis aos sojicultores. Sobre a cobrança de royalties da Monsanto para a soja transgênica, Dimarzio defendeu essa atitude com a cobrança na entrega do produto na cooperativa e no momento da exportação.


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