Momento para se romper paradigmas em Mato Grosso

Agronegócio

Momento para se romper paradigmas em Mato Grosso

Ontem, sojicultores de todas as regiões estaduais participaram da quarta edição do Circuito Aprosoja, lançada ontem no Cenarium Rural, em Cuiabá
Por: -MP
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Buscar um novo modelo de crédito, adotar um comportamento de cautela, aprender a se capitalizar em momento de recessão e ainda equacionar de forma definitiva o endividamento rural, que já atinge no Estado a cifra de R$ 11 bilhões. Esses, são alguns dos desafios que os produtores estaduais já sabem que deverão superar para poder produzir com eficiência no ciclo 09/10, se manter na atividade e de uma vez por todas conquistar lugar de destaque e respeito no cenário mundial da produção de alimentos. Ontem, sojicultores de todas as regiões estaduais participaram da quarta edição do Circuito Aprosoja, lançada ontem no Cenarium Rural, em Cuiabá, que tem como objetivo, fomentar informações que levem a um planejamento de safra adequado à realidade.

O economista Paulo Rabello de Castro, afirmou que como nunca, o Brasil – mesmo sob os impactos da crise mundial – tem uma oportunidade de ouro para se firmar no cenário internacional. "Apesar de tudo, o Brasil segue bem neste momento, principalmente a agricultura, impulsionada pela recuperação do dólar. Bendita crise!". Porém, o que Rabello chama de oportunidade de o Brasil se tornar "a plataforma mundial da produção adulta de alimentos" requer um comportamento maduro. O mundo precisa confiar em algum mercado, e esta é a vez do Brasil, porém, é preciso rever paradigmas, como dolarizar o crédito, fazer um pacto ecológico produtivo, equalizar os preços dos insumos, como químicos e óleo diesel, investir em infraestrutura e então, mundializar o agronegócio brasileiro".

Rabello reconhece que a crise acelerou a necessidade dessas mudanças, mas acredita que se o momento for aproveitado, em cerca de 10 anos, haverá o reconhecimento ao País. Para Mato Grosso, além de o período exigir "cautela, capitalização e caldo de galinha, para o Estado, especificamente, a mundialização passa pela solução definitiva do passivo que se avoluma safra após safra, desde 2005. Terá de ser um Pacto pelo Brasil, o acerto das pendências passadas".

Com a tendência de preços mundiais das commodities se ajustando para baixo, é preciso evitar gastos supérfluos e aprender a reinvestir na propriedade, "pois os 10 dólares de preço pela saca, que era uma rentabilidade muito boa, ficou pra trás e só a produtividade pode amenizar esta diferença", pontua. "A crise mundial afeta o consumo e a renda. Até quando a China vai sustentar este apetite? Por isso, é preciso saber para onde crescer". O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja) – realizadora do evento – Glauber Silveira, concorda com as afirmações e lembra: "De nada adianta um grande consumo, se esse consumo não tem renda".

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