Monsanto diz que aquisição da Syngenta deve sair em algumas semanas


Agronegócio

Monsanto diz que aquisição da Syngenta deve sair em algumas semanas

Informação é do vice-presidente comercial global da companhia, Mike Frank
Por: -Leonardo Gottems
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O vice-presidente comercial global da Monsanto, Mike Frank, revelou em entrevista ao portal Agriculture.com que confia que a Syngenta deve finalmente aceitar a oferta feita pela multinacional americana nas próximas semanas, mesmo após pelo menos três recusas. De acordo com Frank, a oferta de US$ 45 bilhões foi para 43% do prêmio das ações da Syngenta. O montante foi oferecido através de uma carta e coversas privadas com acionistas. Na mais recente tentativa, foi acrescentada uma cláusula no possível contrato que indeniza a Syngenta caso o negócio seja impedido por reguladores do governo dos Estados Unidos.


"Este é o curso normal das coisas. Vamos dar tempo aos acionistas para que eles entendam bem a oferta," afirmou Mike Frank na entrevista para a jornalista Kacey Birchmier.

Na entrevista, o executivou também afirmou que a grande vantagem para os produtores é que o investimento em pesquisa e desenvolvimento deve crescer muito com o negócio. A aquisição permitiria a Monsanto um investimento extra de US$ 1,5 bilhão. "Quando pensamos nisso, a extensão natural é combinar os produtos de sementes, onde a Monsanto é líder, e proteção de cultivo, onde a número um é a Syngenta. Isso trará ferramentas ao produtores que hoje eles não têm," explicou Frank, dizendo também que a Monsanto gostaria em mercados onde a Syngenta tem forte presença, como África e Ásia.


O presidente da União Nacional de Agricultores dos EUA, Roger Johnson, pediu às autoridades do país que tentem evitar a concentração de mercado. "Uma aquisição desta magnitude deve passar totalmente pelo crivo e escrutínio das autoridades como uma aquisição que reduz substancialmente a competitividade. Atualmente, o setor já é dominado por apenas seis grandes. Perder uma significaria uma redução significativa de escolha e concentraria poder," criticou Johnson.

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