Agronegócio

Monsanto terá semente dos sonhos de agricultor

Uma "super semente" de soja poderá estar à disposição do produtor a partir de 2015
Por: -Isabel Dias de Aguiar
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Uma semente de soja resistente a insetos, à ferrugem, tolerante à estiagem, ou seja, com as qualidades necessárias a uma produção rentável e sem surpresas, poderá estar à disposição do agricultor brasileiro a partir de 2015. Essa mesma semente poderá reunir ainda outras qualidades, desta vez, nutricionais, como a presença de ômega 3 e menor teor de ácido linolênico, responsável pela formação da gordura trans durante o processo de hidrogenação do óleo.

Com isso, o óleo de soja produzido por meio dessa semente teria as mesmas vantagens do óleo de oliva. É possível que esse produto dos sonhos de qualquer agricultor esteja no mercado dos Estados Unidos em quatro anos, cinco anos antes do Brasil. As pesquisas estão em andamento, informou Alfonso Alba, presidente da Monsanto do Brasil.

Alba está no País há quatro meses e garante que a Monsanto aposta no mercado brasileiro. Para a empresa, o potencial agrícola e boa receptividade do produtor nacional às novas tecnologias fazem do brasil um mercado atraente. As dificuldades com a normatização para o uso de transgênicos não assustam os estrategistas da empresa de biotecnologia. Para o diretor da Monsanto para as questões regulatórias, Luiz Antonio Abramides do Val, a resistência aos organismos geneticamente modificados tende a arrefecer. É o que pensa também o presidente da empresa. Aos poucos, a sociedade brasileira aceitará e compreenderá os benefícios dos transgênicos e tomará consciência de que os produtos da biotecnologia são seguros e ainda, menos agressivos ao meio ambiente que o convencional, uma vez que utiliza no seu cultivo menor quantidade de agrotóxicos e ainda, acumula menor índice de toxinas (pela ação das pragas).

Restrição à Argentina

Novos produtos, em fase de desenvolvimento dos laboratórios da Monsanto dos Estados Unidos, não serão mais comercializados na Argentina. O desrespeito demonstrado pelo país vizinho à propriedade industrial levou a empresa a decidir não levar mais tecnologia para a Argentina. Isso significa que novos produtos que podem ser reproduzidos pelos agricultores não serão comercializados mais naquele país.

As vendas da Monsanto aos agricultores argentinos serão restritas ao milho híbrido, que não pode ser reproduzido pelos produtores locais. Também serão mantidas ofertas de defensivos agrícola, como o glifosato, herbicida aplicado nas lavouras, especialmente cultivas com sementes transgênicas.

"Faltam mecanismos regulatórios adequados que possam garantir a remuneração dos produtos desenvolvidos pela Monsanto", afirmou Alba. Para ele, não existe interesse em comercializar produtos num país que não oferece garantias de que seus produtos serão adequadamente remunerados. Além da Argentina, empresa enfrenta também dificuldades com o reconhecimento de patentes na Índia e na China.

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