Mosca Branca: o novo desafio a ser enfrentado pelos produtores de soja
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Agronegócio

Mosca Branca: o novo desafio a ser enfrentado pelos produtores de soja

No Brasil, esta praga já está causando prejuízos acima de 30%
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A soja é a cultura mais plantada no Brasil, com previsão de plantio para próxima safra de área de 28,70 milhões de há, segundo a CONAB. A soja é considerada a commodity agrícola de maior importância no país. A cada safra, a colheita da soja tem um aumento significativo em toneladas, superando os resultados já obtidos. A temporada 2012/2013 representará um recorde de aproximadamente 82 milhões de toneladas do grão. 

O estado do Rio Grande do Sul, considerado o terceiro maior produtor da leguminosa, há otimismo devido à produção de 13 milhões de toneladas. A produtividade do Paraná também deve superar as expectativas, estão previstos 15,8 milhões de toneladas do produto. Apesar dos resultados serem positivos, os agricultores dessas regiões enfrenta uma das principais pragas que afeta esta cultura: a Mosca Branca, Bemisia tabaci (Gennadius) biótipo B é uma praga de difícil controle.

A Mosca Branca foi considerada praga secundária para a cultura da soja no Brasil durante muitos anos e, por este motivo, não despertava tanto interesse de controle por parte dos produtores rurais. Devido à alta infestação em algumas das regiões produtoras durante as últimas safras, os produtores têm a necessidade de adotar medidas de controle desta praga.

O aumento populacional desse inseto nas plantações está relacionado à presença de culturas hospedeiras durante todo o ano no campo. Além da soja, feijão, tomate, batata, algodão, abóbora, culturas de importância comercial e até várias espécies de plantas daninhas como a guanxuma, o leiteiro, corda de viola, entre outras, são hospedeiras desta praga no Brasil. São mais de 700 espécies de plantas hospedeiras já catalogadas. As condições climáticas favoráveis e o desconhecimento, por parte dos produtores, do potencial de danos desta praga, aliado a capacidade de locomoção nas correntes de ar e alta capacidade de multiplicação do inseto, favorece o avanço da praga para as regiões sojicultoras do país, contaminando novas lavouras e causando altos prejuízos.

A praga causa danos diretos com a sucção da seiva da planta, principalmente pelas ninfas da mosca branca. Indiretamente, esta atividade da praga leva ao desenvolvimento de fungos (fumagina) que impossibilita as plantas de realizar fotossíntese e, portanto, produzir.

Conhecer a praga e seu ciclo de vida é fundamental para o sucesso no controle. Muitos agricultores por falta de conhecimento sobre o desenvolvimento do inseto se preocupam apenas em combatê-lo na fase adulta. É preciso controlar, principalmente ovos, ninfas e pupas, interrompendo assim, com eficiência, o seu ciclo.

Ao estudar o comportamento da Mosca Branca e a evolução do problema, observa-se que o inseto apresenta metamorfose incompleta, passando pelos estágios de ovo, ninfa e adulto. Nas plantações de soja, os ovos podem ser encontrados na face inferior das folhas, localizados próximo às nervuras. O prazo para que se tornem ninfas é de seis (6) a doze (12) dias. As ninfas e os adultos também permanecem na face inferior das folhas, causando prejuízos nas plantas.

O manejo integrado de pragas deve ser implementado para se ter sucesso no controle, pois medidas isoladas podem não proporcionar controle satisfatório. Ações como eliminação de restos culturais após a colheita podem evitar a multiplicação da praga eliminando potenciais hospedeiros. A utilização de herbicidas que propiciem ao agricultor benefícios integrados como a destruição de restos culturais e outras plantas hospedeiras potenciais de forma rápida e efeito pre-emergente, mantendo a área livre do desenvolvimento de hospedeiros deve ser priorizada.

As regiões onde o problema está crônico e as perdas podem levar a inviabilização da agricultura local, a adoção de práticas de manejo coletivos devem ser considerados por todos produtores. Se o manejo for feito em uma propriedade rural e as áreas vizinhas continuarem sem controle, estas servirão de fonte e a reinfestação será muito rápida. Isso tudo deve ser integrado num sistema de rotação de culturas eficiente, utilizando-se de culturas não hospedeiras no processo.

Outra ação de controle importante começa com o plantio da soja. A utilização de inseticidas eficientes para a praga no tratamento de semente permite que a planta inicie seu desenvolvimento livre do ataque da mosca branca. Produtos pertencentes ao grupo químico dos neonicotinóides se destacam neste segmento.

É importante ressaltar que de nada adianta o controle do adulto, se o produtor não adotar medidas de controle dos ovos e ninfas, sendo esta última, a fase de maior dano da praga na cultura, pois permanece o tempo todo se alimentando. A utilização de produtos que atinjam o alvo biológico deve compor o portfólio de ferramentas para o manejo desta praga. Os produtos devem ser eficientes em todas as fases do ciclo de vida da praga. Além disso, devem possuir a capacidade Translaminar, para atingir o alvo mesmo na parte inferior das folhas.

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