Mosca branca vai fazer feijão ficar mais caro em Minas
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Agronegócio

Mosca branca vai fazer feijão ficar mais caro em Minas

Vazio sanitário vai reduzir a oferta e preços vão aumentar
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O feijão, que já subiu 26,65% neste ano em Belo Horizonte, vai subir ainda mais – tudo por causa da mosca branca. No início desta semana, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) publicou a portaria que instituirá o vazio sanitário em Minas Gerais. A medida consiste em suspender o plantio para evitar que a praga se espalhe e diminua ainda mais a plantação, que já sofreu quebra de 30%.

 
“Não é possível mensurar o quanto a produção vai cair, pois vai depender da capacidade e tecnologia dos produtores. Mas certamente a oferta será reduzida e isso se refletirá em aumento de preços”, afirma o coordenador da Assessoria Técnica da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Pierre Vilela.

As moscas brancas transmitem o vírus do Mosaico Dourado, que reduz drasticamente a produtividade da cultura. O objetivo é diminuir a disponibilidade de feijão, que serve de alimento para o inseto.

O vazio sanitário valerá entre 15 de setembro e 25 de outubro. Mas, para que não haja planta em setembro, o plantio só pode ser feito até 15 de junho.

Existem três safras de feijão. Normalmente, a primeira (de outubro a dezembro) é a mais farta. Mas em 2012/2013 ela caiu de 218 mil toneladas para 155 mil toneladas, devido a fatores climáticos. A segunda (de janeiro a abril) foi mantida em 200 mil toneladas e, a terceira, antes do vazio sanitário, seria a maior, com 215 mil toneladas.


Segundo Vilela, é exatamente essa terceira (de maio a agosto) que será afetada. Com a necessidade de suspender o plantio no meio de junho, o ciclo, que seria de 120 dias, cairá para 45 dias. “Essa terceira safra estava estimada em 215 mil toneladas. Não podemos fazer um corte proporcional de acordo com a redução do período de plantio, mas a oferta do feijão vai cair. A previsão era a de plantar uma área de 57 mil hectares, mas não dará tempo até junho”, explica.

A saca de 60 kg do feijão começou o ano custando R$ 200 e subiu para R$ 237 em abril. “A redução do feijão mineiro pode afetar os preços não somente no Estado, como no Brasil, pois, do total de 486 mil toneladas previstos para a terceira safra no país, 215 mil seriam de Minas”, ressalta Vilela.


Fiscalização. Os produtores de 18 municípios mineiros são obrigados a seguir a determinação. Quem descumprir será notificado pelo IMA e estará sujeito a multa, interdição da propriedade e destruição do plantio. Além do feijão, Minas adota o vazio para soja e algodão.

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