MS contabiliza 11% do total de recursos liberados pelo Programa ABC
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Agronegócio

MS contabiliza 11% do total de recursos liberados pelo Programa ABC

Já foram liberados R$ 91 mi aos produtores do Estado
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Segundo o Banco do Brasil já foram liberados R$ 91 mi aos produtores do Estado via programa
 
Mato Grosso do Sul contabiliza entre julho de 2011 e o dia 1º de junho de 2012 (safra 2011/2012) a assinatura de 245 contratos de financiamento do Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), que somados chegam a R$ 91,4 milhões, o que representa 11% dos R$ 863,9 milhões liberados para todo o País, por meio de 2.663 contratos.

Os dados foram divulgado ao Agrodebate pelo superintendente do Banco do Brasil em Mato Grosso do Sul, Fábio Euzébio. A instituição é a principal operadora do crédito agrícola no País. Segundo ele, a procura pelos recursos do programa aumentou este ano. "Do total de liberações, cerca de R$ 60 milhões ocorreram somente em 2012", revela.

Fábio Euzébio diz que em Mato Grosso do Sul a exemplo de outros estados do Centro-Oeste, o limite de financiamento do programa é maior em razão dos produtores também poderem contar com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e não somente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BDES), na linha de crédito.

"Se com o recursos do BNDES, via ABC, podemos financiar projetos de valor máximo de R$ 1 milhão, beneficiando principalmente os pequenos e médios produtores, com a fonte sendo o FCO, o teto do programa salta para R$ 20 milhões, e podemos chegar também aos grandes produtores", explica.

Entre as principais vantagens do Programa ABC para os produtores, o superintendente do Banco do Brasil cita a baixa taxa de juros, 5,5% ao ano, e os prazos de carência, que varia, dependendo da atividade, de dois a oito anos, e de pagamento do empréstimo, que pode chegar até a 15 anos, para o plantio de florestas, por exemplo.

Em Mato Grosso do Sul, Fábio Euzébio diz que a instituição vem trabalhando na divulgação do programa em consonância com o governo do Estado, via Secretária de Produção (Seprotur) e entidades representativas do produtores, como a Federação de Agricultura e Pecuária (Famasul) e o Senar/MS.

Um dos principais instrumentos deste trabalho, conforme ele, tem sido o Programa Mais Pastagem, um ciclo de palestras voltado para pecuaristas que destaca a importância da recuperação das áreas degradadas. O evento já passou por 11 municípios do Estado. Como reflexo destas ações, o superintendente do Banco do Brasil diz que quase 70% dos recursos liberados em Mato Grosso do Sul pelo Programa ABC foram destinados a recuperação de pastagens.

Além de recuperar áreas degradas, Fábio Euzébio lembra que os recursos do ABC podem ser utilizados também para projetos de plantio direto (palha), integração lavoura-pecuária-floresta, plantio de florestas comerciais, plantio de culturas que fazem a fixação biológica de nitrogênio no solo e tratamento de resíduos animais.

Serviço

Para mais informações sobre o Programa ABC acesse o site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ou a página do Banco do Brasil.

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