MS deve receber na próxima semana primeiro lote de soja boliviana
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Agronegócio

MS deve receber na próxima semana primeiro lote de soja boliviana

Esmagadora de soja comprou 12 mil toneladas do produto
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Esmagadora de soja comprou 12 mil toneladas do produto
 
Deve desembarcar em Mato Grosso do Sul entre terça (16) e quarta-feira (17) o primeiro carregamento de soja importada da Bolívia. A previsão foi feita ao Agrodebate pelo consultor Carlos Ronaldo Dávalos, da Granos Corretora, em Campo Grande. A empresa fez a compra nos país vizinho de 12 mil toneladas do grão para uma indústria esmagadora do Estado.

A importação de soja da Bolívia foi autorizada pela Secretária de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) através de instrução normativa publicada no dia 2 de outubro, no Diário Oficial. A norma estipulou os requisitos fitossanitários para a entrada do grão estrangeiro no País seja autorizada.

Com a regulamentação da importação, o MAPA atendeu uma reivindicação do governo sul-mato-grossenses que desde agosto pedia a autorização da compra da oleaginosa no país vizinho, em razão dos elevados preços e estoques baixos no mercado local.

Na época, o governo do Estado pedia autorização para importar cerca de 300 mil toneladas do produto que seriam destinadas principalmente as indústrias que produzem óleo e farelo de soja. Segundo Dávalos, há cerca de 60 dias, quando se começou a discutir essa possibilidade, a oferta de soja na Bolívia era de cerca de 200 mil toneladas e depois quando a importação foi autorizada, em decorrência do mercado internacional aquecido, o volume foi reduzido para cerca de 50 mil toneladas.

O carregamento que chega ao Estado na próxima semana entrará em Mato Grosso do Sul através de Ladário, onde será submetida a controle fitossanitário no porto alfandegado do município e depois de internalizada, encaminhada para os compradores.

A instrução normativa da SDA determinada que a soja importada deverá estar livre de restos vegetais, impurezas e material de solo e ainda acompanhada de Certificado Fitossanitário emitido pela organização nacional de proteção fitossanitária do país exportador, no caso, da Bolívia, com a seguinte declaração: "O envio se encontra livre da praga de Botrytis fabae".

A instrução prevê que técnicos do MAPA poderão coletar amostras para análise fitossanitária e que os custos do envio do material recolhido e dos testes serão do importador do grão. A normativa estipulada ainda que caso seja identificada em um carregamento algum tipo de praga, que já tenha ou não ocorrido no País, que serão adotados os procedimentos previstos no Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal. Além disso, a Bolívia será notificada e as importações poderão ser até suspensas.

Expectativa

Dávalos diz que todo o mercado acompanha com muita expectativa o desembarque desse primeiro carregamento de soja boliviana no Brasil. "O próprio governo boliviano teve de se adequar para atender a instrução normativa. Então todos estão esperando para ver como vai transcorrer a internalização dessa soja. Outras compras estão sendo negociadas e na próxima semana poderemos ter mais novidades", conclui.

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