MT: Severidade da doença nesta temporada reabre discussão
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Agronegócio

MT: Severidade da doença nesta temporada reabre discussão

Se faz urgente um debate técnico sobre a ferrugem, diz presidente da Aprosoja
Por:
Para o presidente da Aprosoja/MT, Carlos Fávaro, os resultados desta safra de soja são um sinal de alerta à produção mato-grossense. “Está mais do que claro que o produtor não tem domínio sobre a doença. Se faz urgente um debate técnico sobre a doença, porque não dá mais para ver a ferrugem destruindo a nossa produção e os custos maiores a cada ano”. Segundo os produtores, é nítida a falta de eficácia dos fungidas, agroquímicos utilizados no combate à doença. “Não sabemos se é o clima que interfere nos resultados, se é má prática dos produtores, resistência do fungo ou mesmo, a soma de vários fatores”.


Para o vice-diretor financeiro da Aprosoja/MT, Antônio Galván, a eficiência dos fungicidas é um grande gargalo à atividade. “Temos de discutir a eficiência dos fungicidas que não têm se mostrado eficazes no tratamento curativo da ferrugem é como se usássemos um remédio que tirasse a dor, mas não curasse”. Ele conta que os produtos em utilização estão há cinco e até dez anos no mercado. “Nada de novo surgiu e por isso cremos na resistência do fungo”. Mato Grosso é um Estado endêmico em relação à ferrugem, o clima de verão – quente e úmido – é altamente favorável à disseminação do fungo e a doença se alastra. Nesta safra, o primeiro registro da ferrugem foi feito no início de janeiro, 20 dias antes do ocorrido na safra 2010/11.


Fávaro acrescenta que além de comprovar a eficiência das formulações químicas é preciso que haja maior rigor na fiscalização durante o período de Vazio Sanitário – quando o cultivo de lavouras de torna proibido no Estado, entre junho e setembro, como forma de eliminar os fungos – e também maior conscientização do produtor para aderir à proibição e também denunciar vizinhos que estejam ignorando o Vazio. “Temos de eliminar a safrinha de soja, senão é soja sobre soja e assim o fungo se mantém vivo e cria o que chamamos de ‘ponte verde’, passando de uma safra para outra”.

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