MT registra primeiro caso de ferrugem asiática

Agronegócio

MT registra primeiro caso de ferrugem asiática

A doença foi detectada numa lavoura comercial em Sorriso
Por: -Elaine Perassoli
950 acessos

Mato Grosso registrou o primeiro caso de ferrugem asiática na safra 20101/2011, na última quarta-feira (12). A doença foi detectada numa lavoura comercial em Sorriso, a 400 quilômetros de Cuiabá. Vale ressaltar que nesta safra o primeiro caso ocorreu 2 meses mais tarde que na safra 2009/2010. A ferrugem asiática é a doença mais severa que ataca a lavoura de soja e a sua proliferação acarreta prejuízos. Na safra passada foram realizadas em média 3 aplicações de fungicidas por hectare, ao custo de cerca de R$ 40 a R$ 45 por ha, dependendo da região, o que aumenta o custo de produção e diminui o lucro do produtor.

O gerente técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Luiz Nery Ribas ressalta que o cumprimento do período do Vazio Sanitário, de 15 de junho a 15 de setembro, foi um dos fatores que levaram à não proliferação da soja tigüera/guaxa (semeadura voluntária) e, com isso, o retardamento do surgimento da doença nas lavouras. Outro motivo foi a estiagem prolongada, que acabou prorrogando o início do plantio.

Apesar da estiagem ter sido um ponto positivo, os produtores devem intensificar o monitoramento em função da umidade excessiva nos meses de janeiro e fevereiro. O diretor financeiro da Aprosoja, Nelson Piccoli salienta que a propagação da doença é rápida e a maioria das plantas já está propícia à umidade. "O monitoramento tem que ser diário".

Para auxiliar o produtor nesse monitoramento, a Aprosoja criou o Projeto Antiferrugem, que nesta safra chega ao quarto ano de funcionamento. Amostras de folhas de soja com suspeitas de ferrugem asiática podem ser levadas pelos produtores aos minilaboratórios instalados em 16 municípios onde a entidade possui Núcleos. Os locais também estão preparados para receber amostras com suspeitas de outros tipos de doenças e pragas.

Neste quarto ano, além das lupas, os minilaboratórios estão equipados com aparelhos digitais, os digilabs, um novo equipamento que fotografa a folha e digitaliza a fotografia com aumento de até 200 vezes o tamanho normal. No local, os técnicos fazem a primeira avaliação e se forem constatados os sintomas da doença, as amostras são encaminhadas para laboratórios no estado credenciados pelo Consórcio Nacional Antiferrugem. (Com assessoria)

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink