MT segue liderando o ranking nacional do Valor Bruto da Produção

Agronegócio

MT segue liderando o ranking nacional do Valor Bruto da Produção

Receita aumenta e Estado amplia diferença para SP
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Com novo ajuste de produção e cotação, receita aumenta e Estado amplia diferença para SP e se mantém líder

Depois de perder 1,43% do Valor Bruto da Produção (VBP) em maio, o mês seguinte permitiu recuperação, conforme dados divulgados na segunda-feira (11) pela Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Com novo ajuste de produção e cotação, o VBP de Mato Grosso passou de R$ 33,77 bilhões em maio para R$ 34,22 bilhões em junho. Apesar da recuperação, o valor da produção agrícola do Estado ainda está abaixo de R$ 34,62 bilhões aferidos em abril. A recuperação mensal só consolidou o posicionamento do Estado no ranking nacional, que desde o início do ano segue com o maior VBP do Brasil, ao superar São Paulo.


O Valor Bruto da Produção é calculado com base na produção e nos preços praticados no mercado das 20 maiores lavouras do Brasil. O VBP é correspondente à renda dentro da propriedade e considera as plantações de soja, cana-de-açúcar, uva, amendoim, milho, café, arroz, algodão, banana, batata-inglesa, cebola, feijão, fumo, mandioca, pimenta-do-reino, trigo, tomate, cacau, laranja e mamona.

Na comparação anual, o VBP mato-grossense registra crescimento de 59,43%, enquanto o VBP paulista encolheu 8,42%, no mesmo período analisado. Em relação ao Brasil, a previsão do Mapa é de que o VBP chegue a R$ 199,08 bilhões, o que resultaria em um aumento de 10,37%, na variação anual.


Mato Grosso segue sustentando o VBP do Centro-Oeste com participação de 63,86% do total regional. A região deverá atingir neste ano um VBP de R$ 53,58 bilhões, cifras que se confirmadas serão 41,44% superiores a 2010. Todos os quatro estados do Centro-Oeste têm projeções positivas em relação ao ano passado.

CULTURAS – Das cinco culturas mais importantes para Mato Grosso – e que deixam o Estado em posição de destaque no cenário nacional e internacional – apenas duas têm previsão de perda de renda: cana-de-açúcar e milho. Para a cana, o VBP passa de R$ 668,41 milhões para R$ 662,51 milhões, perda de 0,89%. O arroz tem renda projetada em R$ 373,73 milhões ante R$ 431,43 milhões no ano passado, queda de 13,45%.


De acordo com levantamentos da Gestão Estratégica do Ministério, a produção mato-grossense de algodão somará R$ 14,81 bilhões em 2011, cifras 137% acima do VBP da safra passada. De acordo com Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a safra de algodão deste ano é a maior já registrada no Estado, batendo recordes de área plantada e, conseqüentemente, de produção. De acordo com números da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), houve um acréscimo de 72% em relação ao ano anterior na área cultivada com a fibra. Além de ser o maior VBP já projetado ao algodão mato-grossense, o Mapa reajustou a previsão de R$ 14,12 bilhões em maio para R$ 14,81 bilhões em junho.

Mesmo com números positivos, soja e milho sofreram alterações no último mês. A oleaginosa – cuja maior produção nacional está no Estado – tinha previsão de atingir R$ 15 bilhões em maio e em junho passou para R$ 14,74 bilhões, mesmo assim, a alta anual é de cerca de 28% em relação ao faturamento de R$ 11,71 bilhões em 2010. Em relação ao milho – cuja segunda maior safrinha está no Estado – o incremento anual é de 55%. O VBP do milho passa de R$ 1,96 bilhão para R$ 3,07 bilhões. Em maio, o VBP do grão estava previsto em R$ 3,03.

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