MT triplica monitoramento da febre aftosa

Agronegócio

MT triplica monitoramento da febre aftosa

Análises deverão garantir a qualidade da carne e o mercado internacional
Por: -Alecy Alves
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Amostras de sangue dos animais somam, em 2010, 7,5 mil. Análises deverão garantir a qualidade da carne e o mercado internacional

Este ano, como forma de ampliar o controle sobre a febre aftosa, o Estado está triplicando o monitoramento soro epidemiológico de seu rebanho bovino. Ao invés de 2,5 mil amostras coletadas, como aconteceu em 2008 e anos anteriores, foram coletadas 7,5 mil amostras de sangue de animais de 237 propriedades rurais das diferentes regiões do Estado.

As amostras estão sendo enviadas esta semana para o Ministério da Agricultura, órgão parceiro na pesquisa e responsável pela análise laboratorial e divulgação do resultado.

De acordo com o médico-veterinário Fernando Antônio Moretto, responsável pelo Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, a expectativa é de que esse monitoramento amplie a garantia de qualidade da carne para manutenção do mercado exportador.

Em Mato Grosso, Estado certificado como “livre da aftosa com vacinação”, outro procedimento está em curso também pensando na qualidade da carne consumida aqui e vendida para outros países. É o Estudo Sobre a Eficiência da Vacina Contra Aftosa. Este ano, informou Moretto, foram coletadas 390 amostras de sangue de animais vacinados em 47 propriedades.

A escolha das fazendas, observou, é aleatória e atinge especialmente os animais com até um ano de vida, sem deixar de verificar os mais velhos, de até dois anos.

Tanta preocupação com o controle da aftosa tem uma explicação: no Estado com o maior rebanho bovino do país, com cerca de 27 milhões de cabeças de gado, a aftosa é uma doença economicamente restritiva.

“Costumo dizer que essa doença tem alcance socioeconômico”, avaliou. Moretto destacou que a economia de muitos municípios está sustentada nas atividades dos frigoríficos. Além de gerar emprego e renda, movimentam o comércio local.

Na sexta-feira, dia 5, foi lançada a última etapa da campanha de vacinação contra a aftosa no Estado. Nessa fase, é obrigatória a imunização dos animais de todas as idades, sendo que na etapa do mês de maio foram vacinados 99%, ou 11,55 milhões do rebanho de bovinos e bubalinos de 0 a 24 meses de idade.

O presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea/MT), Valney Sousa Corrêa, disse que a meta é a de que o Estado cheque ao 16º ano sem ocorrência da doença, com o status de livre da contaminação da febre aftosa, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal.

ETAPA - A campanha de vacinação começou no dia em 1º e segue até o dia 30 deste mês. O prazo para os pecuaristas comunicarem a vacinação às 138 Unidades Locais de Execução do Indea/MT, instaladas em todo o Estado, é até o dia 10 de dezembro.

Nas regiões de fronteira e no Pantanal mato-Grossense é até o dia 17 de dezembro. Se a vacinação não for confirmada dentro do prazo previsto, o pecuarista fica sujeito às sanções administrativas e pecuniárias, como por exemplo, proibido de transitar animais pelo dobro do tempo que ficou sem comunicar e pagar multa de R$ 74,25 por animal não-vacinado.

REFORÇO – Em áreas indígenas e assentamentos o Estado, mais uma vez, está contando com a contribuição do Fundo Emergencial de Saúde Animal (Fesa), órgão que substituiu o antigo Fundo Emergencial para Febre Aftosa (Fefa). Para essas áreas, o Indea/MT encaminhou pedido de aquisição das doses de vacina, conforme o veterinário responsável pelo programa de Aftosa.

O superintendente do Fesa, Amauri Antônio Loss, informou que este ano, sem contar com a aquisição de vacinas, o Fundo está investindo quase R$ 300 mil na contratação de 240 vacinadores e em publicidade (informativa e educativa), incluindo produção de cartazes, folders e programas de rádio.

Criado em abril deste ano, o Fesa é formado por cinco órgãos: Famato, Acrimat, Ovinomat, Seder (Indea) e Sindifrigo. O fundo é financiado pelos produtores e seus recursos, oriundos do abate dos animais. O pagamento da taxa é obrigatório, porém o produtor poderá optar entre pagar direto para o governo o valor de R$ 3,20, o que corresponde a 10% da UPF (valor atual), ou então pagar diretamente ao Fesa, com vantagem da taxa reduzida no valor aproximado de 2,5% UPF/MT equivalentes a R$ 0,80 centavos por bovinos e bubalinos e R$ 0,08 centavos por ovinos e caprinos.

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