Mulheres de Juruti/PA recebem crédito para criar galinha caipira


Agronegócio

Mulheres de Juruti/PA recebem crédito para criar galinha caipira

Tradicionalmente, a maioria dessas mulheres se restringia a cuidar da casa e dos filhos e a ajudar os maridos no extrativismo de açaí, plantio de mandioca, produção de farinha e pecuária de corte
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Treze mulheres da Vila Castanhal, a 34 km da sede de Juruti, no oeste do estado, receberam, em 28 de dezembro, mais de R$ 30 mil de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para aplicar em criação comunitária de galinha caipira. O projeto, do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), começou em julho do ano passado e tem o apoio da Associação de Mulheres Trabalhadores de Juruti (AMTJU) e do Banco da Amazônia.


Tradicionalmente, a maioria dessas mulheres se restringia a cuidar da casa e dos filhos e a ajudar os maridos no extrativismo de açaí, plantio de mandioca, produção de farinha e pecuária de corte. “Esse é um movimento de emancipação feminina, por meio da capacitação de mão-de-obra e da geração de renda”, resume o engenheiro agrônomo da Emater Ubiratan de Pina, responsável pelo projeto.

Hoje, elas já adquiriram juntas um terreno de dois hectares, onde instalaram um galpão de palha, cercadinho e bebedouros. Dali já saiu, no início de dezembro, um primeiro lote: 150 aves, todas imediatamente vendidas por R$ 20 cada à Prefeitura, para compor a merenda escolar do município. De acordo com cálculos da Emater, o lucro da atividade gira em torno de 40%. Agora estão sendo mantidas 100 aves, pelas quais a Prefeitura também já sinalizou interesse.


Com o crédito do Pronaf (cada produtora recebeu R$ 2,5 mil), o plano é modernizar a área, substituindo a estrutura rústica por área de abate, plantação de forrageira e outros quatro galpões profissionais, sendo um deles “pinteiro”, para berçário. Cada galpão poderá abrigar até 400 bicos.

“Este ano, planejamos continuar profissionalizando a atividade, com a introdução de ração alternativa para as aves, com a capacitação das mulheres para gestão de negócios e os mercados, inclusive o do Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar), se abrindo cada vez mais”, anuncia Pina.

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