Navio que encalhou ainda está ancorado em Suez
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Imagem: Pixabay
MUNDO

Navio que encalhou ainda está ancorado em Suez

Essa incerteza se deve a uma multa no valor de 916 milhões de dólares
Por: -Leonardo Gottems

O Ever Given, navio que encalhou semanas atrás, continua proibido de deixar o Canal do Suez até que os proprietários paguem às autoridades vários milhões como compensação pelos danos causados. As informações foram divulgadas pelo veículo de comunicação de Portugal, RTP Notícias. 

No entanto, não é apenas o navio que está impedido de seguir viagem, a tripulação ainda está presa a bordo do cargueiro e sem previsão para ser libertada. O navio cargueiro encalhou no Canal do Suez a 23 de março e foi retirado a 29 de março, tendo bloqueado durante essa semana uma das principais rotas marítimas comerciais do mundo. 

Nesse cenário, a Autoridade do Canal de Suez calculou perdas entre os 12 e os 15 milhões de dólares por cada dia que o Ever Given bloqueou a passagem marítima, gerando um grande engarrafamento. "É natural que fiquem ansiosos com a incerteza da situação", disse à BBC Abdulgani Serang, do sindicato Indian Boaters' Union, que representa a tripulação do Ever Given. 

"Há profissionais que não têm qualquer responsabilidade pelo incidente e não deveriam ser responsabilizados por ele. Deixem as negociações resolverem-se onde devem ser resolvidas. A situação não devia ser resolvida deixando os marinheiros no Egipto. Eles não deveriam sentir pressão por este incidente", defende. 

Essa incerteza se deve a uma multa no valor de 916 milhões de dólares (cerca de 767 milhões de euros), exigidos pela Autoridade do Canal. "A Autoridade do Canal Suez não deu uma justificação detalhada para esta quantia extraordinariamente grande, que inclui 300 milhões de dólares (cerca de 251 milhões de euros) por um 'bónus pelo salvamento' e 300 milhões de dólares por 'perda de reputação', faltando justificar os restantes", explicou a UK P&I Club, seguradora marítima que representa os proprietários do navio de bandeira do Panamá ao Guardian. 


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