Negócios com CPRs devem crescer 41% neste ano
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Agronegócio

Negócios com CPRs devem crescer 41% neste ano

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Os negócios com Cédula do Produto Rural (CPR) vão somar R$ 1,5 bilhão em 2003, segundo estimativas do Banco do Brasil. O valor será 41,2% superior ao registrado no ano passado. De janeiro até a última semana, a instituição avalizou R$ 378 milhões em CPRs, em 8,2 mil negócios.

O valor contratado este ano é pouco superior ao avalizado no mesmo período do ano passado (R$ 379 milhões), pois o maior fluxo de negócios ocorre a partir do segundo semestre. Desde a criação da cédula, em 1994, o Banco do Brasil já contratou R$ 3,29 bilhões em 67,6 mil operações. Nos últimos anos, as emissões de CPRs têm crescido a taxas superiores a 15%. No ano passado, foi R$ 1 bilhão em negócios e, em 2001, R$ 846 milhões.

A CPR é uma venda a termo, ou seja, o produtor emite um título para comercializar antecipadamente seus produtos, recebendo o valor negociado de forma antecipada. O pagamento do papel pode ser feito por meio da entrega da mercadoria (física) ou em dinheiro (financeira). Nos últimos contratos, tem se mantido uma média de uma para cada duas cédulas com liquidação financeira, ou seja, apenas uma tem a entrega do produto. José Carlos Vaz, gerente de Agronegócios do Banco do Brasil, explica que a preferência pela CPR Financeira ocorre porque a liquidação física só é viável com produtos negociados em bolsa.

Este ano, as CPRs de bovinos lideram o volume de negócios, seguido de café, soja e arroz. Do total avalizado este ano, R$ 94 milhões foram contratados com bovinos. Isto porque, segundo Vaz, é o segmento onde o banco tem conseguido novos clientes. No entanto, ele acredita que, ao final do ano, devem liderar a soja, os bovinos e o café, como em 2002. Até o momento, foram efetuados R$ 90 milhões em CPR de café e R$ 77 milhões de soja.

Na opinião de Vaz, o aumento pela procura por CPRs é sinal de que a agricultura está bem economicamente, e busca investir – a cédula serve para capitalizar o produtor. "É um instrumento de comercialização, como o crédito rural tem um teto, o produtor busca complementar suas necessidades com o recurso das CPRs", avalia. Além disso, ele explica que mais agências do banco estão operando com as CPRs, facilitando o acesso aos produtores.

Entre os estados que mais têm solicitado a emissão do título estão Minas Gerais, que totaliza R$ 85 milhões, seguido pelo Rio Grande do Sul, com um total de R$ 50 milhões, Goiás com R$ 47 milhões e o Paraná, com R$ 45 milhões. A maior procura por CPRs em Minas Gerais deve-se ao grande volume de negócios com café.


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