Nematóides são pauta do encontro no Laboratório da Universidade de Iowa nos EUA
CME MILHO (DEZ/20) US$ 4,162 (0,92%)
| Dólar (compra) R$ 5,58 (-0,64%)


Agronegócio

Nematóides são pauta do encontro no Laboratório da Universidade de Iowa nos EUA

Nematóides são pauta do encontro no Laboratório da Universidade de Iowa nos EUA
Por:
2017 acessos

Ascom/Aprosoja - O grupo de diretores, delegados e colaboradores da Aprosoja que está em Intercâmbio nos Estados Unidos chegou nesta segunda-feira (30-08) ao estado de Iowa e visita a Universidade Estadual em que a grande discussão são os nematóides, vermes presentes nos solos de plantações de soja e de outras culturas que são bastante comuns, tanto no Brasil, quanto no país americano. O professor doutor Gregory Tylka da Universidade Estadual de Iowa falou sobre as várias raças de nematóides, além das formas de identificação e recomendações de manejo para controle dos vermes no campo.

"Atualmente o único problema nas lavouras de soja em Iowa é o nematóide de cisto. Mas no milho e na alfafa há incidência de várias outras raças", explica o especialista americano que também recomenda que amostragens de sojo e raízes devem ser coletadas para análises a cada 8 a 10 hectares. O professor também explicou que existe uma relação direta entre o P.H do solo e a proliferação de nematóides. "Quanto maior o P.H, maior é a incidência. Por isso é ideal encontrar o manejo correto", acrescenta. Questionado pelos produtores mato-grossenses sobre a correlação entre o verme e a matéria orgância, ele diz que pode haver alguma relação, mas que é necessário mais estudos neste sentido.

O pesquisador destaca ainda que os cistos dos nematóides podem sobreviver até 10 anos nos solos com plantações de soja em regime de hibernação. "Eles ficam em estado de dormência mantendo apenas a vida celular". Os principais sintomas da existência de nematóides nas lavouras de soja é o crescimento prejudicado da planta e o tom amarelado que assola a soja, tecnicamente chamado de clorose.

O diretor da Aprosoja Ricardo Arioli disse que em Mato Grosso a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT) realizou no ano passado pela primeira vez em parceria com várias entidades o Circuito Tecnólogico, uma espécie de rally que entre vários outros objetivos, identifica e analisa as doenças, pragas e o manejo do solo utilizado. "Em Mato Grosso existe a incidência de várias raças de nematóides e apesar de a olho nú a lavoura estar aparentemente saudável, quando são feitas análises, a incidência dos vermes geralmente é grande", ressalta.

A cada dez anos, os estudiosos da Universidade coletam amostras e identificou-se que os nematóides estão presentes em 75% das plantações de soja em Iowa.

Manejo

A recomendação é identificar o nematóide e classifcar de acordo com a incidência, depois convencer os produtores de que é mais fácil manter a população de nematóides baixa do que diminuir uma população. "Por fim, é necessário plantar milho e variedades resistentes. O quanto antes identificarmos a incidência do nematóiides, será necessário manter a rotação entre soja e milho", orienta Tylka da Universidade Estadual de Iowa.

O produtor de Tapurah Wilson Arens disse que empresas em Mato Grosso já oferecem produtos classificados como biológicos de controle para nematóides e quis saber a eficácia do uso destes produtos no combate dos vermes de solo. O pesquisador americano disse que os nematóides são difíceis de controlar quimicamente ou biologicamente e que já há pesquisas no país que não comprovaram que esses produtos são realmente eficazes.

Anúncios que podem lhe interessar


Atenção: Para comentar nesta página é necessário realizar o seu cadastro gratuíto ou entrar.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink