NOAA refaz prognóstico e eleva condição para La Niña

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NOAA refaz prognóstico e eleva condição para La Niña

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A última atualização da previsão mensal feita por pesquisadores do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) voltou a indicar a possibilidade de desenvolvimento do fenômeno La Niña no Oceano Pacífico Tropical nos próximos meses.

De acordo com o órgão norte-americano, as atuais simulações numéricas e os dados observados durante o mês de setembro indicam taxa de até 70% de o fenômeno se concretizar até o primeiro semestre de 2017. A previsão de setembro, com dados observados de agosto, indicava chance de apenas 40%.

Caso se confirme, a estimativa é de que o evento seja de fraca intensidade e não dure muito tempo, no máximo entre três e seis meses, adverte o grupo de cientistas que estudam o fenômeno El Niño Southern Oscillation (ENSO).

Os dados de agora – ao contrário de agosto – revelaram tal sincronia entre a combinação oceano-atmosfera respondendo com mais evidência, diversos fatores, que juntos, caracterizam o desenvolvimento de Niña ou Niño.

Durante o mês de setembro, por exemplo, observou-se um aumento da taxa de precipitação sobre o sul da Ásia e diminuição na região do Oceano Pacífico Tropical Central, próximo à Linha do Equador, efeito, asseguram os pesquisadores, diretamente da atuação da Célula de Walker. Esta é apenas uma variável que mede e atribui ao fenômeno ENSO.

A região de monitoramento conhecida como NINO3.4, crucial para determinar quais os rumos em que a atmosfera terá ao longo dos próximos meses e até anos, em escala global, apresentou um declínio significativo de temperatura no mês de setembro chegando a -0,6°C abaixo da média.

A temperatura também caiu de forma mais acentuada abaixo da superfície dando indicativos de que um possível La Niña possa se desenvolver nos próximos meses.

Como os eventos El Niño e La Niña são sazonais, tecnicamente, meses de monitoramento precisam encaixar-se para determinar, de fato, a existência ou não de tais eventos, ou simplesmente confirmar o período de neutralidade, como ocorre agora.

Para o NOAA, são necessários, no mínimo, três meses consecutivos de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) inferior a -0,8°C para determinar um La Niña, assim como são necessários três meses consecutivos de TSM superior a 0,8°C para determinar um El Niño.

A região do NINO3.4 apresentou anomalia de até -1,5°C durante o mês de setembro, mas não acompanhou o ritmo de julho e agosto. Os supercomputadores, hoje, sugerem nos próximos três meses valores anômalos de TSM na região do NINO3.4 na faixa de -0,5°C.

Águas superficiais mais frias, mudança de padrão na circulação dos ventos (Célula de Walker), radiação solar enfraquecida e presença de nebulosidade na faixa central do Oceano Pacífico levaram os supercomputadores a atualizarem os prognósticos.

A anomalia de direção dos ventos converge para um La Niña, ainda mais que as chuvas aumentaram consideravelmente na costa da Indonésia, fato marcante para um evento frio.

A queda de temperatura das águas do Oceano Pacífico Tropical ocorre desde novembro de 2015, quando ainda tínhamos um forte El Niño atuando.

O perfil de agora está bem mais intenso que o verificado em 1982/1984, quando o La Niña atingiu anomalia de até -1,0°C. O evento mais forte recente foi entre 1997/1999, quando a anomalia chegou a -1,5°C, ambos entre os meses de novembro e dezembro.

Tal mudança abrupta e expressiva chamou a atenção dos pesquisadores dado o impacto que um provável La Niña possa remeter ao planeta, caso se confirme.

Ainda que seus impactos sejam ligeiramente inferiores aos de um El Niño, eventos extremos de estiagens ou chuvas excessivas e ainda de frio intenso ou ondas de calor ao redor do globo, podem impactar mais de três bilhões de pessoas. A agricultura, sem dúvidas, é o setor mais afetado em caso de confirmação de La Niña.

No Brasil, os efeitos do La Niña são a redução das chuvas na Região Sul, além de Mato Grosso do Sul e São Paulo e aumento da precipitação entre as Regiões Centro-Oeste (com exceção de Mato Grosso do Sul, Nordeste e Norte, o que potencializa as enchentes, principalmente entre janeiro e abril.

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