Nobres cabritos

Agronegócio

Nobres cabritos

A caprinocultura pode ganhar destaque em 2011 no Paraná
Por: -Victor Lopes
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Com sabor diferenciado e bons preços, a caprinocultura pode ganhar destaque em 2011 no Paraná; Seab disponibilizará 37,5 mil doses do sêmem do animal para cerca de mil criadores do Estado

Melhoramento genético aliado à produção, qualidade e bons preços. Esta parece ser a receita ideal para que os produtores de caprinos do Paraná conquistem espaço no mercado de carnes nobres do Estado. Apesar de um rebanho ainda tímido - cerca de 170 mil cabeças - segundo informações da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), quem lida com caprinos está satisfeito com o retorno financeiro que o animal pode trazer, principalmente neste período de festas de final de ano.

Para 2011, a expectativa é que a cadeia produtiva de caprinos ganhe um impulso substancial. Um projeto da Seab iniciado há seis anos deve disponibilizar 37,5 mil doses de sêmem do animal para mil criadores de caprinos, além da doação de fêmeas e reprodutores PO para associações, municípios e colégios agrícolas. ''Estamos fazendo o levantamento das cidades que querem ingressar no programa, que deve atingir cerca de 60. Além da inseminação artificial, o projeto dará toda a assessoria para organização, comercialização e capacitação dos criadores, tudo visando uma melhoria de produção'', explica João Antonio Garcia Baena, coordenador do Programa de Apoio a Estruturação de Cadeias Produtivas de Ovinos e Caprinos.

A ideia é abrir um mercado para consumidores que buscam carnes de sabor diferenciado e mais caras, que não compete diretamente com os bovinos, suínos ou frango de corte. ''O que falta para entrar forte no mercado é um produto de qualidade. Temos que produzir um cabrito para ser abatido em no máximo 120 dias. Tanto o caprino quanto o ovino são carnes mais elaboradas, que não são consumidas no dia a dia, mas têm um mercado em potencial'', comenta Baena.

Na região de Apucarana, os produtores de caprinos ainda não conseguiram se organizar para atuar com o melhoramento genético dos animais, mas estão iniciando o trabalho em outras áreas do Programa de Caprinos. ''Queremos trazer o kit de inseminação e fazer um banco de sêmens de caprinos aqui no Norte do Paraná. Além de melhorar a qualidade do animal, precisamos realizar uma venda organizada e com volume'', avalia Gayza Maria de Paula Iácono, chefe do núcleo da Seab em Apucarana.

O produtor João Rodrigues, que cria suínos moura, caprinos da raça boer e ovinos confinados na região, diz que vai faltar carne para ele comercializar neste final de ano. Só de caprinos, ele vendeu nos últimos 60 dias cerca de 50 cabeças do animal, o que corresponde a 600 kg no total. Agora em dezembro, ele está em processo de abate dos últimos animais que lhe restaram. ''Vendo diretamente para o consumidor. Meu cordeiro confinado já acabou e nos próximos dias tanto o cabrito quanto o carneiro também vão faltar'', relata ele.

No seu abatedouro, Rodrigues também produz subprodutos do animal, como salame e linguiça de cabrito e das suas outras criações. ''É uma carne saborosa, de preparo diferenciado. Estamos comercializando a carne na média de R$ 14 o quilo, a mesmo valor do carneiro, o que considero bem em conta'', completa João.

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