Nordeste em expansão

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Nordeste em expansão

Região aposta no rápido crescimento do mercado de suínos
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Em franca expansão, a economia da região Nordeste do Brasil cresce acima da média nacional. De acordo com a consultoria pernambucana Datamétrica, o PIB regional deve crescer 7,7% em 2010, contra 7,1% esperados pelo mercado para o País. Parte deste crescimento pode ser creditado ao aumento de renda da população nordestina, que também favoreceu a avicultura e a suinocultura da região. Para o diretor executivo da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Fabiano Coser, é natural que, com mais dinheiro, as pessoas passem a consumir mais carnes, em especial a carne suína e a de frango, por serem mais baratas. Coser acredita que o setor avícola da região está mais consolidado, com uma produção mais tecnificada, no entanto, faz uma grande aposta na suinocultura da região. "O crescimento da avicultura no Nordeste não deve ser alterado dos patamares atuais. Mas, estamos apostando no rápido crescimento do mercado de suínos", diz o diretor da ABCS. "Estamos fazendo um Raio X da atividade na região, para saber o que existe de suinocultura no Nordeste, para então, identificar onde investir".

Segundo Coser, em 2011 será apresentado um panorama geral da suinocultura de toda a região Nordeste, que deverá ser incluída no Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS). O projeto quer fomentar o consumo de carne suína não apenas nesta região, mas em todo o Brasil. "O levantamento da suinocultura nordestina é considerado estratégico pela ABCS, tanto pela importância do risco sanitário que a região representa, quanto pela relevância do mercado consumidor da região, que reúne 44 milhões de habitantes e um dos mais baixos índices de consumo de carne suína no País".

Opinião regional- A transferência de renda, além de programas sociais do governo e obras estruturantes, que injetaram dinheiro no Nordeste, contribuíram para o crescimento acelerado da suinocultura regional. Esta é a opinião do presidente da Associação dos Suinocultores do Sergipe (Suin/SE), José Evairton Andrade Brito. Segundo ele, outro fator que possibilitou o desenvolvimento da atividade especificamente em Sergipe foi o grande crescimento da produção de milho. "No ano passado produzimos 900.000t. Para este ano a perspectiva é de um aumento de 20%. O Estado já é o segundo produtor do nordeste", explica Brito. "Isto ajuda o produtor a trabalhar sem tantos sobressaltos".

Marcos Tavares, diretor técnico da Associação dos Suinocultores do Ceará (Asce), também credita ao aumento de renda e demanda por carne suína o crescimento da suinocultura da região nos últimos anos. "No caso da suinocultura cearense, o movimento mais recente foi de concentração e profissionalização da produção", pontua Tavares. "Seguindo a mesma tendência do Centro-Sul, grandes empresas avícolas lideram também a produção de suínos no Ceará". O diretor da Asce ainda mostra-se otimista quanto ao fortalecimento da atividade no futuro. "A Transnordestina e a Transposição do São Francisco serão um marco na transformação do setor", diz Tavares. "O futuro está diretamente relacionado à competitividade. Infraestrutura, modelos de produção mais eficientes, ganhos de produtividade e insumos mais baratos é que determinarão esta competitividade. No longo prazo, a reunião desses fatores é que dará ao Nordeste as condições para ser mais uma região exportadora de aves e suínos".

Para Marcelo Plácido Corrêa, presidente da Associação Baiana dos Suinocultores (ABS), o crescimento da atividade suinícola na região, além dos fatores já citados, também está diretamente ligado ao fortalecimento das associações de classe estaduais junto aos órgãos governamentais dos Estados e do País, além da atuação das entidades nacionais, como a ABCS. "Não podemos descuidar do fortalecimento político de nossas instituições, que precisam estar ainda mais unidas. Temos como objetivo construir uma nova entidade nordestina, mais forte, que congregue toda a avicultura e suinocultura regional".

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