Norte do Paraná quer ser pólo de maçã

Agronegócio

Norte do Paraná quer ser pólo de maçã

A região pode se tornar pólo na produção de maçãs da variedade Eva
Por: -Célia Guerra
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O Norte do Paraná pode se tornar uma região pólo na produção de maçãs da variedade Eva. Iniciativas para mobilizar incentivos dos produtores estão em andamento. Na semana passada, São Sebastião da Amoreira sediou a 1ª Maçã Tecfest que, além de palestras técnicas, exposição de equipamentos e insumos, foi aberta oficialmente a colheita da fruta. Produtores e políticos, entre eles o vice-governador, Orlando Pessuti.

A maçã Eva, como destaca o agronômo Élcio Félix Rampazzo, implementador de fruticultura da Emater, é uma cultivar precoce e entra no mercado exatamente no período de maior demanda de frutas, promovida pelas festas de final de ano. "A Eva garante maçãs frescas na mesa do consumidor, quando o mercado só dispõe de frutas colhidas no início do ano e conservadas em câmaras frias", destaca. A variedade foi desenvolvida em pesquisas de melhoramento genético do Instituto Agronômico do Paraná – Iapar (veja matéria nesta página).

A região possui 130 hectares plantados, sendo 55 já em produção. A colheita está sendo realizada desde meados de novembro e a estimativa é de mais de 1,6 mil toneladas (t) da fruta. O sabor da maçã Eva tem agradado aos paladares mais exigentes. O fruto é doce e com uma crocância que a coloca bem à frente da maçã argentina.

A produtividade da Eva na região varia entre 30 a 40t/ha. A média é um pouco inferior à de regiões mais frias como o sul do Estado (50 a 60t/ha), mesmo assim garante excelente rentabilidade. ‘‘Este ano, já assisti a fechamentos de contrato com o preço da maça variando entre R$ 1,80 a R$ 2,00’’, afirma Rampazzo.

O gerente regional da Emater, Manuel Pessoa de Lira, informa que na região a atividade vem sendo praticada por cerca de 35 produtores com área média de plantio de 4 ha.

Além de São Sebastião da Amoreira, os municípios de Nova América da Colina e Assaí se destacam como os mais propícios à cultura por possuírem altitude superior a 600 metros.

Apesar dos incentivos, Lira alerta para a necessidade de planejamento para se entrar na atividade. ‘‘O custo de implantação é caro, demanda trabalho e é preciso a venda organizada’’. Ele não esconde alguns gargalos em caso de superprodução. ‘‘Temos mercado não só no norte do Paraná, mas em todo o Brasil. Falta uma estrutura logística para isso. Se tívessemos caminhões refrigerados, por exemplo, poderímos atender a demanda do Centro-Oeste ou do Norte do País".

Os produtores da região já enviaram projeto ao governo do Estado para a instalação de um local de seleção e classificação das frutas, o chamado packing-house.

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