Novas barragens podem amenizar efeitos da seca no RS

Agronegócio

Novas barragens podem amenizar efeitos da seca no RS

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O Ministério da Agricultura realizou uma reunião com representantes de diversas entidades gaúchas e nacionais para apresentar os resultados de um estudo encomendado à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em 2002. Foi realizado um complexo levantamento topográfico para definir quais são os melhores locais para construção das barragens. Houve a seleção de 49 locais onde o impacto ambiental das construções não seriam tão profundos. Destes, foram destacados os projeto de dez barragens que amenizariam os efeitos da seca na agricultura.

“Pequenos agricultores não tiram água do rio, esperam chover”, afirma Jussara Cabral Cruz, professora da UFSM. Segundo ela, o projeto é economicamente viável, já que o custo total da construção das barragens seria de apenas R$ 292,4 milhões. “Em dez ou quinze anos, sem diminuição de lucro, as barragens se pagam. Se os próprios agricultores pagassem essa conta, a parcela de cada um seria muito pequena. O governo tem a garantia de retorno do investimento”, diz. A professora salienta que somente neste ano, as perdas do setor agrícola somam R$ 2,84 bilhões, e que este dinheiro poderia custear as obras. Os técnicos concluíram que haverá um acréscimo de 171% nos rendimentos das lavouras beneficiadas com a irrigação.

O delegado substituto do Ministério da Agricultura José Euclides Severo lembra que existem discordâncias em relação ao projeto da equipe de Santa Maria e que outras universidades, como a Ufrgs também realizam estudos na área. “Ao todo, temos em torno de trinta sugestões de soluções para este problema.

Vamos reunir todas e montar uma estratégia para diminuir os efeitos da seca de forma pontual. O que não podemos é achar que a chuva resolve tudo, pois no ano seguinte o problema retorna.

Água não falta no Estado, o que falta é encontrarmos uma maneira dela chegar a todos os pontos. Procurar soluções em cima da crise não dá certo”, diz ele. Entidades como a Embrapa Trigo, o IBGE e o Ibama questionam a viabilidade da construção e se os benefícios seriam estendidos a todos os agricultores e não somente aos grandes produtores.

As regiões do Alto Uruguai, Planalto Médio e Noroeste foram as mais atingidas pela estiagem. Estima-se que mais de 60% da safra de milho e feijão tenha sido comprometida. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) deve enviar milho proveniente do Paraná para suprir a demanda do consumo no Rio Grande do Sul.


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