Novas cultivares de mandioca podem ajudar no combate à fome
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Agronegócio

Novas cultivares de mandioca podem ajudar no combate à fome

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O trabalho de melhoramento genético conduzido pela Embrapa Mandioca e Fruticultura selecionou recentemente nove clones de mandioca que poderão representar um forte aliado ao combate à fome nutricional no semi-árido do Brasil.

Com baixo teor de ácido cianídrico nas raízes, permitindo o consumo fresco sem riscos de intoxicação, “estes clones podem prevenir também a cegueira em crianças, ocasionadas pela falta da vitamina A em sua dieta diária nos primeiros anos de vida”, afirma a melhorista Wania Fukuda, responsável pelo desenvolvimento das variedades (sete amarelas e duas vermelhas).

Considerada uma planta completa, com raízes ricas em carboidratos e folhas ricas em proteínas, vitaminas A e C, cálcio e ferro, além de outros nutrientes, a mandioca tem a vantagem de se adaptar às mais diferentes condições edafoclimáticas do Brasil, sendo cultivada principalmente em áreas marginais, como o semi-árido do Nordeste, onde poucos cultivos conseguem sobreviver sem o uso da irrigação.

Trabalhos mais recentes de pesquisa mostraram que as raízes da mandioca também podem ser fonte de vitaminas e de outros elementos de alto valor nutritivo e funcional. “É o caso das variedades de mandioca de raízes amarelas que possuem carotenóides, precursores da vitamina A, e de raízes vermelhas, ricas em licopeno, este último indicado na prevenção do câncer de próstata”, destaca a pesquisadora Marília Folegatti, doutora em tecnologia de alimentos.

Além de precoces, pois a colheita pode ser feita a partir dos 10 meses de idade, estas variedades têm boa adaptação as condições semi-áridas do Nordeste. De acordo com Wania Fukuda, esses clones estão apresentando excelentes rendimentos de raízes sob as condições experimentais de Cruz das Almas (Bahia), onde está sediada a Embrapa Mandioca e Fruticultura.

Outras características dos novos clones são: curto tempo de cozimento; boa qualidade da massa cozida; sabor característico de aipim, variando de neutro a doce; plasticidade e ausência de fibras. “Alguns desses clones apresentam boa qualidade para consumo frito, sem cozimento prévio, sob a forma de palito, podendo agregar novos valores ao cultivo do aipim”, afirma a melhorista.

Sementes desses clones estão sendo multiplicadas na Embrapa Mandioca e Fruticultura para lançamento e distribuição aos agricultores do semi-árido e disponibilização para a sociedade. Enquanto isso, estão sendo feitas algumas análises complementares de valor nutricional e testes de adaptação com a participação de agricultores nordestinos.


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